Trump diz que EUA podem intervir se Irã matar manifestantes
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que Washington poderá intervir caso o Irã reprima violentamente os protestos contra o alto custo de vida, que já deixaram ao menos seis mortos. As manifestações ocorrem em meio à forte crise econômica, marcada por inflação elevada e desvalorização do rial. Trump também reforçou o tom duro contra Teerã, citando a rivalidade histórica entre os países e a paralisação das negociações sobre o programa nuclear iraniano após bombardeios americanos a instalações nucleares em junho.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (2) que, se o Irã matar manifestantes, Washington “virá em seu resgate”, depois que os protestos contra o custo de vida provocaram vítimas na República Islâmica.
“Se o Irã atirar e matar violentamente manifestantes pacíficos, como é seu costume, os Estados Unidos virão em seu resgate”, escreveu Trump em sua plataforma Truth Social.
O Irã é palco de grandes mobilizações contra o aumento do custo de vida desde domingo passado. Os protestos deixaram seis mortos até o momento, segundo a imprensa do país.
A moeda nacional, o rial, registrou uma desvalorização de mais de um terço no último ano em relação ao dólar, enquanto a hiperinflação de dois dígitos enfraquece o poder de compra dos iranianos há vários anos.
Até o momento, as manifestações são menores que os protestos que abalaram o país no final de 2022, após a morte sob custódia de Mahsa Amini, uma jovem iraniana.
“Estamos preparados e carregados para agir”, ressaltou Trump em sua plataforma sobre os protestos atuais.
Os Estados Unidos estão há décadas em confronto com a República Islâmica. O presidente americano prometeu na segunda-feira “erradicar” qualquer tentativa de Teerã de reconstruir seu programa nuclear ou seu arsenal de mísseis balísticos.
Em abril, Irã e Estados Unidos iniciaram negociações com a mediação de Omã sobre o programa nuclear iraniano, motivo de tensões com os países ocidentais.
As conversações, no entanto, estão paralisadas desde junho, quando os Estados Unidos bombardearam as instalações subterrâneas de enriquecimento de urânio de Fordo, ao sul de Teerã, assim como as instalações nucleares de Isfahan e Natanz, no centro do país.