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Trump alerta Irã: ‘Toda uma civilização morrerá’ se ultimato não for atendido
Divulgação
Brasil/Mundo

Trump alerta Irã: ‘Toda uma civilização morrerá’ se ultimato não for atendido

Redação com web

Donald Trump ameaçou o Irã com a possível destruição de “toda uma civilização” caso o país não cumpra exigências ainda não detalhadas, em meio à tensão envolvendo o Estreito de Ormuz, vital para o petróleo mundial. Enquanto os EUA mantêm uma postura dura, o Irã rejeita pressões e propostas de cessar-fogo, e ataques recentes já deixaram mortos, agravando o risco de escalada militar e impacto global nos preços do petróleo.

O presidente Donald Trump alertou, nesta terça-feira, 7, que “toda uma civilização morrerá” no Irã caso o regime teocrático não atenda ao seu ultimato. A ameaça foi feita por meio de sua plataforma Truth Social, sem, contudo, detalhar as exigências para o governo iraniano.  O líder americano já ameaçou repetidamente destruir instalações civis do país se um acordo não for alcançado para a reabertura do Estreito de Ormuz, crucial para o abastecimento mundial de petróleo.

O que aconteceu

  • Donald Trump ameaça Irã com a destruição de “toda uma civilização” caso o regime não cumpra suas exigências.
  • A declaração foi publicada na plataforma Truth Social, mas o presidente não especificou os detalhes do ultimato.
  • Anteriormente, Trump já havia sugerido ataques militares que poderiam fazer o país persa regredir à “Idade da Pedra”.

“Toda uma civilização morrerá esta noite, para nunca mais retornar. Não quero que isso aconteça, mas provavelmente acontecerá”, escreveu Trump. Ele ainda complementou a postagem com a interrogação “QUEM SABE?”.

Embora Trump não tenha fornecido detalhes sobre o atual ultimato, o presidente já havia declarado publicamente que as Forças Armadas dos EUA poderiam bombardear pontes, usinas de energia e outras infraestruturas civis do Irã, um ataque que faria o país regredir à “Idade da Pedra”. Tais declarações reforçam a retórica agressiva que já levou Trump a afirmar que o Irã pode ser “tomado em uma única noite”, em um possível confronto militar.

A postura de Trump em relação ao Irã tem sido consistentemente dura, com o presidente frequentemente exigindo que a nação persa “faça um acordo” para evitar consequências drásticas. Ele já havia expressado publicamente que o Irã deve fazer um acordo “antes que seja tarde demais”, pressionando o regime por concessões significativas.

Ultimato de Trump

Antes da guerra, quase 20% do petróleo mundial trafegava pelo Estreito de Ormuz. O fechamento doa roto marítima provocou a disparada dos preços do petróleo. Nesta terça-feira, o barril do Brent do Mar do Norte para entrega em junho era negociado a 108,17 dólares, enquanto o barril de WTI para maio tinha cotação de 111,78 dólares.

O Exército iraniano criticou a “retórica arrogante” de Donald Trump e afirmou que as declarações do americano “não têm efeito” sobre suas operações militares.

Apesar dos apelos por uma solução diplomática, Irã e Estados Unidos rejeitaram na segunda-feira uma proposta de mediação apresentada por vários países, entre eles o Paquistão. O embaixador iraniano no Kuwait, Mohamad Tutunji, pediu aos países do Golfo que façam todo o possível para evitar uma “tragédia”, em declaração à AFP.

Teerã e suas imediações foram sacudidas nas últimas horas por novas explosões e pelo menos 18 pessoas, incluindo duas crianças, morreram em ataques na província de Alborz, vizinha da capital. “Confirmamos as mortes de 18 de nossos cidadãos, incluindo duas crianças pequenas”, informaram as agências de notícias Mizan e Fars.

O Exército israelense anunciou uma “onda” de ataques para “danificar” infraestruturas na capital e em outras regiões. Também pediu aos iranianos que não viajassem de trem até 21h00 no horário local (14h30 de Brasília), o que antecipa ataques contra a rede ferroviária.

Donald Trump disse que não se preocupa com o risco de cometer crimes de guerra ao destruir instalações de uso civil. Segundo o presidente, o único “crime de guerra” seria permitir que o Irã desenvolvesse armas nucleares.

Segundo o portal de notícias americano Axios, diversos mediadores, entre eles paquistaneses, apresentaram a proposta de um cessar-fogo de 45 dias. A agência oficial de notícias Irna afirmou que o Irã rejeitou a oferta e exige “o fim dos conflitos na região, um protocolo para o trânsito seguro pelo Estreito de Ormuz”, assim como “a reconstrução e a suspensão das sanções” contra o país.

Segundo o jornal New York Times, o Irã estaria disposto a suspender o bloqueio do Estreito de Ormuz e implementar um pedágio de dois milhões de dólares por navio, que seria dividido com o sultanato de Omã, situado do outro lado da via marítima. As receitas seriam utilizadas para reconstruir as instalações destruídas pelos ataques israelenses e americanos, em vez de exigir indenizações diretas.

Embora Donald Trump tenha qualificado a proposta de “muito importante”, ele disse que ainda é “insuficiente”.

*Com informações da AFP

Redação com web

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