Trump afirma que 'mais uma guerra está vindo' e que 'coisas ruins' podem acontecer com Irã
Em discurso na abertura da primeira reunião do Conselho de Paz, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que 'parou oito guerras' desde que assumiu o cargo e que 'mais uma guerra está vindo'.
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O republicano não deu mais detalhes na fala, mas possivelmente se trata do Irã, em que as tensões entre os EUA e o país vem aumentando ao longo das últimas semanas. Uma grande frota americana está no Oriente Médio no momento.
'Já resolvemos oito guerras, e a nona está a caminho. Em guerras, nunca se sabe ao certo o que é mais fácil ou mais difícil de terminar', comentou.
'O Conselho de Paz é uma das coisas mais importantes e consequentes em que acredito que estarei envolvido. Temos estado muito envolvidos, e realmente tenho estado muito envolvido com as pessoas daqui. Trabalhamos juntos para acabar com as guerras em seu país'.
Além disso, Trump afirmou que saberão 'ao longo dos próximos 10 dias' o que acontecerá, se uma negociação ou um ataque.
'Talvez tenhamos que dar mais um passo, ou talvez não. Talvez cheguemos a um acordo. Provavelmente vocês saberão nos próximos 10 dias'.
Trump, ainda em seu discurso, destacou seu genro Jared Kushner e o enviado especial dos EUA Steve Witkoff, sobre as negociações com o Irã.
'O Irã é um ponto crítico neste momento. Eles estão se reunindo e têm um bom relacionamento com os representantes do Irã e, você sabe, boas conversas estão sendo realizadas. Ao longo dos anos, ficou comprovado que não é fácil chegar a um acordo significativo com o Irã. Precisamos chegar a um acordo significativo, caso contrário, coisas ruins acontecerão'.
O republicano também comentou que o país persa 'não pode desenvolver' uma arma nuclear.
Cerca de 60 lideranças mundiais foram convidadas para participar do órgão criado por ele para supervisionar a transição de poder na Faixa de Gaza, inclusive o presidente Lula, que ainda não respondeu.
Países que desejarem um assento permanente precisarão pagar US$ 1 bilhão.
A comunidade internacional teme que o Conselho de Paz vire uma espécie de "ONU paralela" e enfraqueça o papel da Organização das Nações Unidas.
Irã e Rússia realizam exercícios militares no Estreito de Ormuz em meio a tensão com EUA
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Exercício militar do Irã e da Rússia no Estreito de Ormuz. — Foto: Divulgação/WANA
O Irã e a Rússia realizaram nesta quinta-feira (19) um exercício militar naval no Estreito de Ormuz. O comunicado sobre o treinamento foi feito nessa quarta-feira (18).
Apesar disso, segundo o governo russo, os exercícios foram planejados antes da escalada de tensão entre o governo iraniano e os Estados Unidos, que aumentou sua presença militar na região do Oriente Médio.
Nesta quinta, o governo russo pediu moderação de ambos os lados para um possível conflito. Moscou afirmou estar desenvolvendo relações com o regime, ao mesmo tempo em que alertou Teerã 'e outras partes' para que exerçam 'moderação e prudência'.
Um comunicado esclareceu que os exercícios navais foram planejados com bastante antecedência em relação às tensões atuais.
O comandante da Marinha iraniana, Hassan Maghsoodloo, disse anteriormente à mídia iraniana que os exercícios teriam como foco o combate a 'atividades que ameaçam a segurança marítima', incluindo o 'terrorismo marítimo'.
Nesta quinta, o governo do Irã também emitiu um alerta em que está planejando lançar foguetes no sul do país. A informação foi divulgada em um alerta Notam, feito para pilotos, que fornece avisos de segurança e do espaço aéreo.
Os dados estão no site da Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos.
Não houve nenhuma explicação para os possíveis lançamentos, mas, se ocorrerem, serão em um momento de grande tensão com o governo Trump para um possível ataque.
Os EUA, além de posicionarem os navios de guerra perto da costa iraniana, também vem pressionando o país cada vez mais para um acordo. Nessa quarta-feira (18), o vice-presidente JD Vance disse que o governo Trump avalia se continua a diplomacia ou busca outras opções.
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Navios russos e iranianos em treinamento militar no Estreito de Ormuz. — Foto: Divulgação/WANA