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Trump adia ultimato ao Irã e crise no Estreito de Ormuz será debatida no G7
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Brasil/Mundo

Trump adia ultimato ao Irã e crise no Estreito de Ormuz será debatida no G7

Redação com web

O presidente dos EUA, Donald Trump, adiou por 10 dias o ultimato de possíveis ataques ao Irã devido a avanços nas negociações por um cessar-fogo, embora o conflito continue intenso com Israel ampliando bombardeios em Teerã e Beirute. O Irã apresentou condições para a trégua, enquanto os EUA, representados por Marco Rubio, buscam apoio internacional no G7. A tensão segue afetando os mercados de energia, apesar de uma leve queda recente no preço do petróleo, em meio ao risco para rotas estratégicas como o Estreito de Ormuz.

presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, adiou por 10 dias seu ultimato de ataques contra as instalações de energia do Irã, citando avanços em negociações para tentar encerrar o conflito, enquanto Teerã segue sob bombardeio intenso de Israel nesta sexta-feira, 27.

O que aconteceu

  • Donald Trump adia ultimato de ataques contra o Irã por 10 dias, em meio a “avanços nas negociações” para cessar o conflito no Oriente Médio.
  • O Irã, por sua vez, já transmitiu uma resposta ao plano de 15 pontos de Washington, estabelecendo condições para um cessar-fogo.
  • Mesmo com o adiamento, Israel intensificou sua campanha militar, realizando ataques em larga escala contra Teerã e Beirute.

Sem um sinal de trégua no conflito que abalou os mercados de energia, o chefe da diplomacia americana, Marco Rubio, desembarcou na França para o segundo dia de uma reunião do G7, na qual deve pressionar seus homólogos para obter ajuda em uma operação de reabertura do Estreito de Ormuz.

Foi justamente para forçar o acesso à rota crucial para o comércio mundial de hidrocarbonetos que Trump ameaçou destruir as centrais de energia elétrica do Irã.

Contudo, “a pedido do governo iraniano”, ele adiou o ultimato “até segunda-feira, 6 de abril de 2026, às 20h00” (horário de Washington, 21h00 de Brasília), anunciou o mandatário em sua plataforma Truth Social.

Qual o impacto nos mercados de energia?

O novo adiamento representa um pouco de calma aos preços do petróleo, que operavam em leve queda nesta sexta-feira. O barril de Brent do Mar do Norte, referência internacional, era negociado a 107 dólares, mas a cotação continua 40% acima do preço registrado antes do conflito.

Trump também destacou que o Irã, como presente e demonstração do avanço dos contatos bilaterais, permitiu a passagem de 10 navios por Ormuz.

Há vários dias, o presidente americano oscila entre ameaças de atacar o Irã com ainda mais força e declarações de que o conflito terminará em breve.

“As conversações continuam e, apesar das declarações equivocadas dos meios de comunicação de notícias falsas e de outros, vão muito bem”, acrescentou, ao afirmar que o Irã está mais disposto do que ele a negociar para encerrar o conflito.

Teerã e suas condições

Teerã, por sua vez, recusa-se a utilizar no momento o termo “negociações”, mas, segundo uma fonte anônima citada na quinta-feira pela agência de notícias Tasnim, já transmitiu “oficialmente” e “por meio de intermediários” uma resposta ao plano de 15 pontos que Washington propôs para encerrar os confrontos.

O país estabeleceu condições para o cessar-fogo e aguarda “uma resposta da outra parte”.

Ao mesmo tempo, a Guarda Revolucionária, o exército ideológico da República Islâmica, anunciou que atacou nesta sexta-feira, com mísseis e drones, alvos militares e do setor de energia em Israel e nos países do Golfo, onde se encontram bases militares americanas.

Israel intensifica ataques apesar das negociações

No sábado, 28, a guerra, desencadeada pela ofensiva conjunta dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã em 28 de fevereiro, completará um mês. O conflito se propagou por todo o Oriente Médio, o que aumentou os temores sobre a economia mundial e o abastecimento de petróleo e gás.

Embora Washington pareça buscar uma saída diplomática para a guerra, Israel mostrou sua determinação de intensificar a campanha militar com novos ataques nesta sexta-feira contra a capital do Irã e os subúrbios do sul de Beirute.

O Exército israelense afirmou que perpetrou “ataques em larga escala” contra infraestruturas não especificadas em Teerã.

Também foram ouvidas explosões no sul da capital libanesa, Beirute, considerada por Israel um reduto do grupo islamista pró-iraniano Hezbollah.

O Líbano foi arrastado para o conflito em 2 de março, quando o grupo islamista apoiado pelo Irã lançou mísseis contra Israel em represália pela morte do líder supremo iraniano Ali Khamenei durante o primeiro dia do conflito.

Mais de 1.100 pessoas morreram e um milhão foram deslocadas desde então, segundo as autoridades libanesas.

Israel não se pronunciou sobre as negociações de paz que Washington afirma manter com o Irã, com a mediação do Paquistão.

A tática do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, de combater tanto no Irã como no Líbano já não conta abertamente com um consenso no país. O líder da oposição israelense, Yair Lapid, criticou combates “sem estratégia, sem os recursos necessários e com muito poucos soldados”.

O porta-voz das Forças de Defesa de Israel, Effie Defrin, reconheceu na noite de quinta-feira que o Exército israelense precisava de “forças adicionais”.

* Com informações da AFP

Redação com web

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