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Toffoli se declara suspeito em julgamento sobre prisão do ex-presidente do BRB
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Brasil/Mundo

Toffoli se declara suspeito em julgamento sobre prisão do ex-presidente do BRB

Redação com web

O ministro Dias Toffoli se declarou suspeito no julgamento do Supremo Tribunal Federal que decide sobre a prisão de Paulo Henrique Costa, investigado por suposto esquema de propina ligado à tentativa de compra do Banco Master pelo BRB. Até o momento, os ministros André Mendonça e Luiz Fux votaram pela manutenção da prisão, enquanto Gilmar Mendes e Nunes Marques ainda vão votar. A investigação da Polícia Federal aponta que Costa teria articulado o recebimento de R$ 146,5 milhões em vantagens indevidas, o que é negado pela defesa, enquanto o caso segue em apuração.

O ministro da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli se declarou suspeito durante o julgamento que decide sobre a manutenção da prisão do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa. A votação aberta nesta quarta-feira, 22, ocorre em sessão virtual, modalidade de julgamento na qual os ministros inserem os votos no sistema eletrônico da Corte e não há deliberação presencial.

Até o momento, o relator do caso André Mendonça e o ministro Luiz Fux votaram para manter Paulo Henrique Costa preso. Gilmar Mendes e Nunes Marques, que compõem a Segunda Turma, têm até 23h59 da próxima sexta-feira, 24, para proferirem seus votos.

No último dia 16, a Polícia Federal (PF) deflagrou a quarta fase da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes no Banco Master e a tentativa de compra da instituição financeira pelo BRB, banco público ligado ao governo do Distrito Federal.

De acordo com as investigações, Paulo Henrique Costa teria combinado com o banqueiro Daniel Vorcaro o recebimento de R$ 146,5 milhões em propina. O valor seria repassado por meio de imóveis.

Após a prisão, a defesa do ex-presidente negou que Costa tenha recebido valores indevidos durante o período em que comandou o banco público.

Quem é Paulo Henrique Costa?

Paulo Henrique Costa esteve à frente do BRB a partir de 2019, após ser indicado pelo então governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha. Durante sua gestão, conduziu a tentativa de compra do Banco Master pela instituição pública, operação que foi apresentada como alternativa para evitar a quebra do banco privado.

O negócio, no entanto, acabou vetado pelo Banco Central, que apontou falta de viabilidade econômico-financeira e risco de transferência excessiva de prejuízos ao banco público. O BRB também passou a figurar nas investigações por ter realizado operações sob análise, incluindo a possível aquisição de carteiras de crédito problemáticas do Banco Master.

Costa foi afastado do cargo em novembro de 2025, por decisão judicial, ainda nas fases iniciais da investigação. Em depoimento ao Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que parte dos valores pagos ao Banco Master não foi recuperada após a liquidação da instituição, ponto que segue sob apuração para determinar eventual prejuízo e responsabilidades.

Formado em administração de empresas, com especializações na área financeira em universidades do exterior, Paulo Henrique Costa possui mais de 20 anos de experiência no mercado financeiro. Agora, sua trajetória passa a ser analisada à luz das investigações conduzidas pela Polícia Federal, que buscam esclarecer sua atuação no caso.

* Com informações da Agência Brasil 

Redação com web

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