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Toffoli se declara impedido para relatar pedido de abertura de CPI do Master
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Polícia

Toffoli se declara impedido para relatar pedido de abertura de CPI do Master

Redação com web

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, declarou-se impedido de relatar o pedido de instalação da CPI do Banco Master na Câmara dos Deputados por “motivo de foro íntimo”. O caso envolve investigações sobre a quebra do banco, que entrou em liquidação pelo Banco Central do Brasil em 2025 após um rombo estimado em R$ 17 bilhões, ligado a fraudes financeiras e carteiras de crédito falsas. O requerimento para abrir a CPI foi apresentado pelo deputado Rodrigo Rollemberg, que acionou o STF alegando que o presidente da Câmara, Hugo Motta, não instalou a comissão mesmo com assinaturas suficientes. O dono do banco, Daniel Vorcaro, chegou a ser preso pela Polícia Federal durante as investigações.

O ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), se declarou impedido para relatar o pedido de instalação imediata da CPI do Banco Master na Câmara dos Deputados. O magistrado alegou “motivo de foro íntimo” para se afastar da função.

Em fevereiro, Toffoli foi substituído por André Mendonça na relatoria do inquérito do Master após admitir ter feito parte do quadro de sócios da Maridt, que vendeu sua participação no resort de luxo Tayayá a um fundo ligado a Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, proprietário do banco e preso pela Polícia Federal.

Na terça-feira, 10, o ministro foi sorteado para relatar o pedido de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar o caso na Câmara.

O requerimento foi apresentado pelo deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-SP), que acionou o Judiciário com base no argumento de que a CPI reuniu as assinaturas necessárias de parlamentares, mas não foi instalada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Caso Master

O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master em 18 de novembro de 2025. O motivo principal foi o colapso financeiro da instituição, que enfrentava uma crise de liquidez após oferecer rendimentos agressivos para atrair investidores.

As investigações revelaram um esquema de fraudes bilionárias, estimado em cerca de R$ 17 bilhões, que incluía a criação de carteiras de crédito falsas e tentativas de vender esses ativos fictícios ao Banco de Brasília (BRB) para mascarar o rombo contábil.

Em consequência das irregularidades, o dono do banco, Daniel Vorcaro, foi preso pela Polícia Federal no mesmo dia da liquidação, durante a Operação Compliance Zero. Embora tenha sido solto posteriormente para responder em liberdade sob medidas cautelares, foi preso novamente.

As investigações também resultaram no afastamento de funcionários do Banco Central e na liquidação de outras instituições ligadas ao esquema, como a Reag Investimentos e o Banco Pleno.

Redação com web

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