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Suzane von Richthofen vai a delegacia tentar liberar corpo do tio
Divulgação
Brasil/Mundo

Suzane von Richthofen vai a delegacia tentar liberar corpo do tio

Redação com web

Suzane von Richthofen foi à 27ª DP de São Paulo para tentar liberar o corpo do tio, Miguel Abdalla Netto, de 76 anos, encontrado morto em casa no Campo Belo, em caso investigado como morte suspeita. Ela alegou ser uma das únicas parentes próximas, o que poderia permitir também a abertura do inventário de um patrimônio estimado em R$ 5 milhões, mas a polícia negou o pedido. A morte, sem sinais de violência, segue sob investigação, e o caso reacende a disputa histórica pela herança da família.

Condenada a 39 anos por ter mandado matar os pais, Suzane von Richthofen foi à 27ª Delegacia de Polícia, na zona sul de São Paulo, para tentar liberar o corpo do tio, Miguel Abdalla Netto, de 76 anos. Ele foi encontrado morto em casa, no Campo Belo, também na zona sul da capital paulista. A Polícia Civil investiga o caso como morte suspeita.

A informação foi divulgada pelo colunista Ullisses Campbell, do jornal O Globo. A IstoÉ entrou em contato com a SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo) para confirmar o ocorrido, mas não obteve resposta até o momento.

O caso foi registrado na mesma delegacia onde foi feito o boletim de ocorrência do assassinato de Manfred e Marísia von Richthofen, mortos a pauladas por Daniel e Cristian Cravinhos, a mando de Suzane. Miguel era médico, morava sozinho e tinha uma vida discreta e isolada. Não tinha cônjuge, filhos, pais ou irmãos vivos.

De acordo com o colunista, Suzane teria usado como argumento para a liberação do corpo o fato de ser uma das únicas parentes consanguíneas próximas do médico. Além disso, a liberação abriria caminho para que ela se tornasse inventariante dos bens deixados por Miguel, que possuía uma casa e um apartamento no Campo Belo, além de um sítio no litoral paulista. Estima-se que o patrimônio some cerca de R$ 5 milhões.

Os agentes decidiram não atender ao pedido de Suzane. Um dia antes, Sílvia Magnani, prima de primeiro grau de Miguel, também tentou liberar o corpo para sepultamento, mas a polícia exigiu uma prova formal de parentesco. Sílvia conseguiu apenas realizar o reconhecimento do cadáver no IML (Instituto Médico Legal).

A morte do tio

Miguel Abdalla Netto era irmão de Marísia. Após a morte dela e do marido, Manfred Albert von Richthofen, em 2002, foi o tio quem passou a ter a guarda de Andreas, ainda menor de idade na época.

De acordo com informações da Polícia Militar, ele foi encontrado ao lado da cama, já em rigidez cadavérica. As causas da morte ainda são investigadas, mas informações preliminares da PM apontam para “mal súbito ou morte natural”. A residência não tinha sinais de arrombamento.

A polícia foi acionada por um vizinho após Miguel ficar dois dias sem ser visto. Imagens de câmeras de monitoramento registraram sua chegada em casa na quarta-feira (7). Depois disso, ele não compareceu ao trabalho e não atendeu à porta para a diarista na quinta-feira. Diante disso, a PM foi acionada, solicitando perícia e exame necroscópico. A morte foi constatada por volta das 16h40 de sexta-feira, e o caso registrado como morte suspeita no 27º DP (Campo Belo).

Disputa pela herança

Após o assassinato de Manfred e Marísia, em outubro de 2002, Miguel e Suzane entraram em um embate jurídico pela herança da família, avaliada em R$ 11 milhões (valores atualizados). Miguel chegou a impetrar uma ação na Justiça para excluir Suzane da lista de herdeiros. Com a condenação dela em 2006, o irmão, Andreas, foi nomeado o único inventariante.

*Com informações do Estadão Conteúdo 

Redação com web

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