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Suspeito de assédio, ministro do STJ pede 90 dias de afastamento médico
Divulgação
Polícia

Suspeito de assédio, ministro do STJ pede 90 dias de afastamento médico

Redação com web

O ministro do STJ Marco Buzzi pediu afastamento de 90 dias para tratamento psiquiátrico após se tornar alvo de duas denúncias de assédio sexual, incluindo a acusação de tentativa de agressão contra uma jovem de 18 anos durante o recesso, em sua casa de praia. O STJ avalia um possível afastamento mandatório, enquanto o CNJ analisa outra denúncia sob sigilo; Buzzi nega as acusações e afirma não ter cometido ato impróprio, mas pode sofrer sanções administrativas caso seja condenado.

Alvo de duas denúncias de assédio sexual, o ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Marco Buzzi apresentou nesta terça-feira, 10, um atestado médico solicitando afastamento da corte por 90 dias para tratamento psiquiátrico e ajustes de medicamento.

Os demais integrantes do STJ discutirão nesta terça um eventual afastamento mandatório do ministro em razão das denúncias. No início de fevereiro, o tribunal recebeu o relato de que Buzzi teria cometido assédio sexual contra uma adolescente de 18 anos.

Suspeita de assédio

O crime teria ocorrido durante o recesso, quando Buzzi recebeu uma família de amigos em sua casa de praia, em Balneário Camboriú (SC). A filha do casal, que chamava o ministro de “tio”, relatou que ele tentou agarra-la à força. Acompanhada dos pais, a vítima registrou um boletim de ocorrência na polícia.

Buzzi divulgou nota por meio da assessoria de imprensa do STJ: “O ministro informa que foi surpreendido com o teor das insinuações divulgadas por um site, as quais não correspondem aos fatos. Repudia, nesse sentido, toda e qualquer ilação de que tenha cometido ato impróprio”. Dias depois, ele internado em Brasília com dores no peito e pediu afastamento do cargo por ao menos 10 dias.

Na segunda-feira, 9, o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) recebeu a denúncia de outra mulher que afirma ter sido assediada pelo ministro, com informações sob sigilo. A defesa de Buzzi divulgou nota repetindo que o ministro não cometeu “ato impróprio” e reclamou do vazamento do caso.

Se for aberto procedimento e Buzzi for condenado por uma ou ambas as denúncias, ele pode sofrer sanções administrativas, que variam da advertência à aposentadoria compulsória.

Redação com web

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