Serial killer de Maceió é condenado por morte de idosa; penas somam mais de 175 anos
Julgamento
O assassino em série Albino dos Santos Lima foi condenado a 22 anos, 5 meses e 15 dias de prisão pelo assassinato da idosa Genilda Maria da Conceição, de 71 anos. O julgamento ocorreu nesta quinta-feira (5), na 7ª Vara Criminal de Maceió, e foi conduzido pelo juiz Yulli Roter. Com a nova sentença, as penas do réu ultrapassam 175 anos de prisão.
Este foi o último de uma série de crimes atribuídos a Albino a ser julgado pela vara criminal da capital.
Genilda foi morta em 2019, no bairro Chã da Jaqueira. Segundo o Ministério Público de Alagoas (MP-AL), a vítima foi atacada pelas costas por volta das 6h40, enquanto levava o neto para a escola.
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Vítimas eram escolhidas em bairros da periferia da capital alagoana. — Foto: Reprodução/PC-AL
Durante o interrogatório, Albino negou a autoria do crime e afirmou que a confissão dada anteriormente ocorreu por causa das condições na delegacia.
“Não há nenhuma prova concreta, conclusiva, que prove que sou eu. O problema é que, no dia da confissão, me colocaram na delegacia, numa cela com chão gelado, os mosquitos me mordendo e eu disse: vá, vá, vá, vá, bote logo pra mim. Mas depois pensei: rapaz, tenho que ir lá e desfazer isso porque não fui eu”, declarou o réu.
Ele também disse que tem transtornos mentais e afirmou que estaria sendo alvo de perseguição. “Nesse caso sou inocente. Nos demais, infelizmente, aconteceu e vocês sabem que foi o [Arcanjo] Miguel. A questão é estrutural, o doutor Antônio quer me condenar.”
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Promotor rebate versão do réu
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Albino Santos de Lima, serial killer de Maceió — Foto: Anderson Macena/MP-AL
O promotor de Justiça Antônio Vilas Boas contestou as alegações e afirmou que o julgamento é baseado em provas e na decisão do júri.
“O senhor me trata por Antônio e diz que quero condená-lo. Primeiro não sou eu quem condena, são os jurados. O senhor veio bem articulado hoje, mas todo psicopata é assim”, afirmou o promotor durante o interrogatório.
Segundo Vilas Boas, laudos psiquiátricos indicam que o réu não apresenta doença mental que comprometa sua capacidade de responder pelos crimes. Ele também apresentou arquivos encontrados no celular do acusado, com nomes e datas relacionadas às vítimas.
De acordo com o Ministério Público, no celular havia pastas com nomes como “mortes especiais” e “odiados do Instagram”, além da data do crime e o nome da vítima. A acusação afirma que Albino observava a rotina das vítimas antes de cometer os ataques.
Outro suspeito chegou a ser investigado
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Promotor de Justiça Antônio Vilas Boas — Foto: Ministério Público de Alagoas (MP/AL)
Inicialmente, a investigação apontava para outro homem, identificado como Antônio Guilherme. No entanto, segundo o Ministério Público, a análise das provas mudou o rumo do caso.
O projétil retirado do corpo da vítima não era compatível com a arma do primeiro suspeito, o que levou a polícia a concluir que Albino era o autor do crime.
O filho de Genilda, Evilásio, chegou a ser chamado como testemunha de acusação, mas foi dispensado durante o julgamento. Ele não quis falar com a imprensa.
“Não sei o que falar, o sentimento de um filho perder uma mãe todos devem saber, ainda mais dessa forma. Não posso falar o que gostaria, então prefiro silenciar”, afirmou.
Promotor diz que série de julgamentos chega ao fim
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Albino, serial killer, Maceió — Foto: Reprodução Fantástico
Segundo o Ministério Público, este foi o sétimo julgamento de Albino. Após a decisão, o promotor Antônio Vilas Boas afirmou que o resultado representa uma resposta à sociedade.
“A primeira temporada de julgamentos dele encerra hoje, parece filme de terror. O Ministério Público sai satisfeito com o resultado do seu trabalho. Obtivemos uma pena que ultrapassou os 22 anos e, mais uma vez, a sociedade alagoana fez justiça.”