Rio terá condomínio de luxo assinado por Piero Lissoni e cobertura à venda por R$ 50 milhões
O Rio de Janeiro receberá o luxuoso condomínio Riio by Piero Lissoni, na Barra da Tijuca, com projeto do arquiteto Piero Lissoni em parceria com a Tegra Incorporadora. O empreendimento terá nove torres, apartamentos de alto padrão que podem chegar a R$ 27,9 milhões e coberturas de até 1.042 m², além de ampla estrutura de lazer e foco em conforto, silêncio e integração com a natureza. Previsto para 2029, o projeto destaca sofisticação, exclusividade e forte valorização imobiliária em uma das áreas mais nobres da cidade.
O Rio de Janeiro é uma metrópole complicada, e um verdadeiro paraíso. Dessa maneira, o designer e arquiteto italiano Piero Lissoni referiu-se à cidade maravilhosa onde nos próximos anos será erguido um projeto tão ambicioso quanto requintado e sobre qual está sua assinatura.
coberturas lineares de até 1.042 m²
O Riio By Piero Lissoni, um condomínio de altíssimo padrão com nove torres residenciais de seis andares, é um empreendimento em construção que faz parte de uma parceria de exclusividade do estúdio italiano com a Tegra que prevê 11 obras de “primeira grandeza”, por assim dizer. A maioria em São Paulo. O primeiro projeto do italiano no Rio nasce na Barra da Tijuca, diante do mar.
Como se trata de um projeto de requinte, vale ressaltar que o luxo começa pelo terreno que ocupa, o que pode soar inusitado. É que o condomínio está sendo construído em uma área de 30 mil metros quadrados que representava um dos últimos espaços disponíveis da Barra em frente à praia, na avenida Lúcio Costa.
Localizada no posto 6, essa imensidão, com vegetação virgem e sem nenhum empreendimento antes, pertencia ao banqueiro Aloysio de Andrade Faria, que foi acionista controlador do Conglomerado Alfa, que reúne o Banco Alfa e a rede de hotéis Transamérica, entre outras empresas.
Consta que ele tinha a ideia de erguer no local um hotel ou um shopping center. Morreu em 2020, aos 99 anos, e o terreno foi posto à venda pelas herdeiras. Quando a Tegra conseguiu comprá-lo, em 2023, pelo valor de R$ 370 milhões, houve festa na incorporadora. Pelo que dizem os especialistas do mercado imobiliário, foi o terreno mais disputado do Rio em décadas.
Apartamentos chegam a R$ 27,9 milhões
Coberturas O Riio by Piero Lissoni tem 132 residências distribuídas pelos nove blocos, incluindo coberturas lineares de até 1.042 m². O projeto tem um Valor Geral de Vendas (VGV) estimado em R$ 1,8 bilhão. As metragens – e os preços – variam conforme a torre. Um apartamento de 263m² da Luce, na parte mais ao fundo do condomínio, com quatro suítes e três vagas, tem custo médio de R$ 7,9 milhões. Já no Sole, o bloco de frente ao mar, uma unidade de 506 m², com cinco suítes e cinco vagas, traz como valor médio R$ 27,9 milhões.
Duas torres estão de frente para a praia, Sole e Mare, cada um com dez residências. Antes do lançamento dos apartamentos decorados, boa parte delas já estava negociada. Inclusive uma das coberturas (no valor de R$ 50 milhões).
Hoje, um estande de vendas exibe dois apartamentos decorados e lançados no fim de fevereiro. Junto com uma maquete que ocupa uma sala inteira, eles apresentam aos interessados toda a conceituação de luxo e sofisticação assinada pela Lissoni & Partners para o Riio – com dois “i” para representar a conexão entre Brasil e Itália.
Os projetos do estúdio, que tem escritórios em Milão e Nova York, incluem outras vertentes do trabalho do designer e arquiteto. Lissoni também desenha mobiliário, faz design gráfico e atua como diretor de arte de algumas marcas de decoração e até de lifestyle. Os apartamentos já trazem móveis criados por ele.

Divulgação
Já que o terreno nunca tinha abrigado nada antes, erguer um projeto residencial naquele local se equivalia a ter uma tela em branco para criar. O que significa isso para quem desenvolve o projeto? “É uma responsabilidade horrível”, desabafou o arquiteto.
“Quando comecei a projetar, fiquei assustado. Pensei: ‘Meu Deus’. É preciso ter consciência ao projetar, porque você constrói algo que ficará lá. Eu apenas tento ser moderno. Se preciso restaurar um prédio histórico, sou muito bom nisso, mas, para criar algo, você precisa ser moderno”.
Lissoni estudou muito a cidade até entregar seu projeto modernista. “Tentei entender o Rio, que é uma das cidades mais complicadas do mundo. Não por ser complexa em si, mas pelas suas qualidades: o mar, as montanhas próximas… É impossível projetar uma cidade ‘normal’. Você precisa se adaptar à natureza”, avaliou.

Piero Lissoni
Valorização do silêncio e contemplação
De fato, essa constituição geográfica representa um desafio. O mar, a montanha e belezas naturais se misturam com o espaço urbano. E tem trânsito, que causa barulho e estresse. Para um arquiteto conhecido por valorizar o silêncio, caso de Lissoni, essa questão encontra uma solução dentro do projeto: os carros não vão circular pelo interior do condomínio.
Toda a área comum externa será dedicada ao lazer, ao descanso e à contemplação, com jardins e paisagismo constituído de espécies nativas e com decoração em que se destaca mobiliário de fino design. Os veículos vão acessar cada bloco pelo subsolo, um espaço que também será tratado com beleza e cuidado. Uma rua lateral interna permitirá deslocamentos maiores pelo imenso terreno. Mas no centro do condomínio a ideia é de viver bem e em paz, sem carros à vista.
No condomínio, existirão sete piscinas. Uma delas é chamada de “quiet”, para proporcionar o ambiente mais silencioso para quem quer treinar mesmo. Outra é classificada como “família”. Haverá uma aquescida, uma infantil e três privadas, um espaço menor para que o morador possa desfrutar de alguns momentos de relaxamento com seus familiares. Uma piscina estará ao lado de um restaurante que será instalado no condomínio.
O plano contempla três bares: um para vinhos, outro para uísque e um piano bar. Há ainda algumas áreas para fitness e uma academia de grandes proporções sob comando da Companhia Athletica. Quadras poliesportivas, claro, não faltam. E está prevista um espaço de wellness, com saunas, salas de massagens e salão de beleza.
O projeto, que será entregue em 2029, tem seus apartamentos, todos avarandados, voltados para o mar ou para o interior do condomínio, ou para o campo de golfe que existe ao lado, conectado ao condomínio Golden Green, um referencial de alto padrão na Barra de Tijuca e que agora fará vizinhança ao conceito de luxo de Lissoni.
Por sinal, outro condomínio que se destaca pelo design, o Atto by Pininfarina, parceria entre a Origem Incorporadora e a Pininfarina, estúdio italiano de design historicamente ligada à Ferrari. O projeto foi lançado no ano passado e também está em construção.

Projeto de Lissoni em São Paulo
Em São Paulo, Lissoni – que é admirador da da obra de Oscar Niemeyer, Lina Bo Bardi, Isay Weinfeld, Márcio Kogan e Irmãos Campana – já tem um projeto, Capiitolo, que fica na Chácara Kablin. É uma torre de 96 apartamentos, com metragens que variam de 210 m² a 345 m², incluindo unidades garden e duplex – todas com quatro suítes e até quatro vagas de garagem. O VGV desse empreendimento é de cerca de R$ 450 milhões.
E qual o desafio de criar um condomínio residencial na capital paulista? “São Paulo é uma megalópole de 20 milhões de pessoas cheia de torres, torres e mais torres. Mas está mudando muito. Quando estive lá há 10 anos, era uma cidade; agora é outra, mais moderna, rápida e poderosa”, analisou. Para a capital paulista, a proposta é outra. “Nosso objetivo com a Tegra foi oferecer algo europeu. Quando digo europeu, falo da capacidade de combinar influências. Queremos usar nosso design e os designers brasileiros, e também combiná-los com peças chinesas, objetos da África, da América do Norte, Escandinávia e Itália”.