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Ratinho Júnior apoia indulto a Bolsonaro e golpistas do 8 de Janeiro
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Política

Ratinho Júnior apoia indulto a Bolsonaro e golpistas do 8 de Janeiro

Redação com web

O governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), cotado à Presidência, declarou pela primeira vez apoio a um indulto ao ex-presidente Jair Bolsonaro e aos condenados pelos atos de 8 de janeiro, defendendo que as penas foram excessivas e que os envolvidos deveriam responder por vandalismo. Segundo ele, a medida poderia servir como instrumento de pacificação nacional, argumento já adotado por outros governadores da direita e do centro. No entanto, o STF entende que crimes contra o Estado Democrático de Direito não admitem indulto, o que poderia levar à anulação de qualquer concessão.

Cotado como candidato à Presidência da República pelo Partido Social Democrático (PSD), o governador do Paraná, Ratinho Júnior, afirmou ser favorável a um indulto ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e aos condenados pelos atos de 8 de janeiro.

É a primeira vez que Ratinho admite publicamente apoiar a concessão de indulto aos condenados pela tentativa de golpe de Estado. Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por participação em uma tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

“Isso não foi discutido, mas eu sou favorável. Acho que uma maneira, não só para o presidente Jair Bolsonaro, mas para todos que participaram daquela manifestação no 8 de janeiro”, afirmou Ratinho Jr à CNN Brasil.

Na opinião do governador, as penas impostas aos condenados pelos atos de 8 de janeiro foram excessivas e defendeu que os envolvidos respondam por crimes de vandalismo. Para sustentar o argumento, Ratinho Júnior citou episódios ocorridos no Paraná e afirmou que invasões à Assembleia Legislativa do Paraná protagonizadas por apoiadores do Partido dos Trabalhadores não resultaram em punições semelhantes. “Já aconteceu no meu Estado, onde o PT invadiu a Assembleia Legislativa por duas vezes. Naquela época ninguém foi punido”, disse.

Para o governador, eventuais medidas de clemência poderiam ser consideradas como instrumento de pacificação. “Eu acho que esses vândalos estão errados, precisam ser tratados como criminosos em cima de um crime de vandalismo. Mas eu acho que se for necessário para pacificar o País, é necessário fazer isso”, concluiu Ratinho.

A defesa de um indulto ao ex-presidente Jair Bolsonaro e aos condenados pelos atos de 8 de janeiro não é inédita entre nomes da direita e do centro. Além de Ratinho Júnior, outros governadores com projeção nacional já adotaram discurso semelhante, como Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo; Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais; e Ronaldo Caiado (PSD), de Goiás.

Segundo entendimento já apontado no Supremo Tribunal Federal (STF), crimes contra o Estado Democrático de Direito – pelos quais o ex-presidente foi condenado – não admitiriam indulto ou graça. Nesses casos, eventual concessão do benefício poderia ser anulada pela Corte.

Redação com web

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