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Quem é Filipe Martins, ex-assessor de Bolsonaro preso hoje
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Política

Quem é Filipe Martins, ex-assessor de Bolsonaro preso hoje

Redação com web

O ex-assessor de Jair Bolsonaro, Filipe Martins, foi preso preventivamente nesta sexta-feira (2), em Ponta Grossa (PR), por decisão do ministro Alexandre de Moraes, após descumprir medidas da prisão domiciliar ao acessar uma rede social. Réu do “núcleo 2” da trama golpista, ele foi condenado pelo STF a 21 anos e 6 meses de prisão por cinco crimes ligados à tentativa de golpe após as eleições de 2022. Martins também já foi condenado por racismo e é apontado como integrante do chamado “gabinete do ódio”, além de ser acusado de colaborar na elaboração da chamada “minuta golpista”, o que nega.

O ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) Filipe Martins foi preso preventivamente nesta sexta-feira, 2, em Ponta Grossa (PR), após decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes.

Martins cumpria prisão domiciliar desde o dia 27 de dezembro. A detenção preventiva foi decretada após ele supostamente ter violado uma das medidas cautelares impostas, como não acesso às rede sociais. De acordo com o ministro, o ex-assessor de Jair Bolsonaro (PL) teria realizado uma pesquisa na plataforma LinkedIn.

Martins é réu do chamado “núcleo 2”, acusado de “operacionalizar” a tentativa de golpe, e foi condenado pelo STF, em 16 de dezembro, a 21 anos e 6 meses de prisão por cinco crimes.

O ex-assessor de Bolsonaro tem 38 anos e é natural de Sorocaba (SP). Em seu perfil no LinkedIn, ele afirma ser formado em Relações Internacionais pela Universidade de Brasília (UnB) e ter cursado Diplomacia e Defesa na Escola Superior de Guerra, que integra a estrutura do Ministério da Defesa.

O paulista assumiu o cargo de assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência da República em 2019, no início do governo Bolsonaro, após ter trabalhado com o então ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, durante o governo de transição.

Martins diz ter atuado como intérprete e tradutor antes de se tornar assessor internacional do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ele também afirma ter sido assessor econômico na Embaixada dos Estados Unidos no Brasil e professor em um curso preparatório para concursos públicos.

Ele se aproximou da família Bolsonaro em 2014, ao conhecer o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro pela internet. O “03” do ex-presidente se tornou seu padrinho político. Martins também se declara entusiasta de Olavo de Carvalho, mentor intelectual do bolsonarismo.

O ex-assessor foi apontado como integrante do chamado “gabinete do ódio”, grupo acusado de usar redes sociais para difundir desinformação contra adversários de Bolsonaro. Desde 2022, ele não atualiza seu perfil no Instagram, onde ainda se apresenta como assessor especial.

Investigado por ato supremacista

Em março de 2021, Martins foi acusado de fazer um gesto idêntico ao utilizado por supremacistas brancos dentro do Senado, o que resultou na abertura de um processo criminal por racismo. Após a repercussão, ele disse que apenas ajustava a lapela do terno.

O Ministério Público Federal (MPF) pediu a condenação do ex-assessor, alegando que o sinal buscava reproduzir um acrônimo formado pelas letras “W” e “P”, em referência à expressão racista White Power (“Poder Branco”, em inglês).

Martins foi absolvido na primeira instância, mas o MPF recorreu. Em novembro de 2023, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região derrubou a absolvição, e o ex-assessor voltou a ser investigado por suposta apologia ao movimento supremacista. Em dezembro de 2024, ele foi condenado pela Justiça Federal em Brasília por racismo. A pena foi fixada em dois anos e quatro meses de reclusão, convertida em prestação de serviços comunitários, além de multas que somam R$ 52 mil. À época, a defesa de Martins alegou que a decisão se baseava em “conjecturas políticas”.

Trama golpista

O “núcleo 2” da trama golpista, do qual Martins é réu, é acusado de “operacionalizar” a tentativa de golpe, segundo a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR). Os integrantes desse grupo foram acusados de oferecer apoio jurídico, operacional e de inteligência ao plano, incluindo a elaboração da chamada “minuta golpista”, um esboço de documento que previa a imposição de um estado de exceção no País.

Segundo a acusação, Martins teria elaborado uma das versões da minuta, o que é negado por sua defesa.

Entre fevereiro e agosto de 2024, ele permaneceu em prisão preventiva. Ele foi liberado mediante o cumprimento de medidas cautelares. Em dezembro deste ano, a Primeiro Turma julgou o “núcleo 2” e condenou Martins e outros quatro réus, entre os quais estava também Silvinei Vasques, ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF) que tentou fugir do País após a condenação.

Redação com web

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