Procedimento não garante fim das crises de soluço de Bolsonaro, diz médico
A equipe médica informou que Jair Bolsonaro passou por um procedimento para tentar controlar crises recorrentes de soluço após cirurgia de hérnia inguinal, mas sem garantia de sucesso. Apesar de boa recuperação da cirurgia, a intervenção — um bloqueio anestésico do nervo frênico direito — foi realizada após uma crise prolongada, e poderá ser repetida no lado oposto; a previsão de alta segue para 31 de dezembro.
A equipe médica que trata o ex-presidente Jair Bolsonaro informou neste sábado, 27, que o procedimento realizado na tarde deste sábado, 27, busca solucionar as recorrentes crises de soluço dele, mas que não há garantia da efetividade. O ex-presidente foi internado na quarta-feira, 24, para passar por uma cirurgia de hérnia inguinal.
Em coletiva de imprensa no Hospital DF Star, em Brasília, o médico Cláudio Birolini explicou que Bolsonaro evoluiu bem depois da cirurgia, mas a equipe decidiu realizar o novo procedimento após o ex-presidente apresentar uma prolongada crise de soluço. A intervenção médica durou entre 40 minutos e 1 hora, segundo os médicos. Antes, a medicação contra os soluços teve que ser dobrada.
“Ontem ele teve uma crise de soluço prolongada, que o incomodou profundamente, e hoje acordou abatido”, disse o médico Brasil Caiado.
Neste sábado, os médicos conduziram um bloqueio anestésico do nervo frênico direito de Bolsonaro. Se for eficaz, o procedimento deve ser repetido na próxima segunda-feira, 29, no lado oposto. A previsão ainda é que o ex-presidente tenha alta médica em 31 de dezembro.
O médico Matheus Saldanha afirmou que o procedimento tem efetividade de até três meses, mas não representa uma cirurgia. A equipe médica estuda alternativas para solucionar as crises de soluço do ex-presidente.