PGR denuncia Silvio Almeida ao STF por importunação sexual contra Anielle Franco
A Procuradoria-Geral da República denunciou o ex-ministro Silvio Almeida ao Supremo Tribunal Federal por importunação sexual contra a ministra Anielle Franco. O caso, sob relatoria de André Mendonça, está em sigilo e será analisado para decidir se o ex-ministro se tornará réu. Almeida nega as acusações, que incluem relatos de condutas inadequadas desde 2022 e um episódio em 2023, além de denúncias de outras mulheres investigadas pela Polícia Federal.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou o ex-ministro dos Direitos Humanos Silvio Almeida ao Supremo Tribunal Federal (STF) por importunação sexual contra a ministra da Igualdade Racial Anielle Franco. O caso tramita sob sigilo e tem como relator o ministro André Mendonça.
A denúncia foi assinada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, e apresentada no último dia 4 de março. O movimento ocorre meses após a Polícia Federal (PF) indiciar o ex-ministro pelo mesmo crime, em novembro de 2024.
Quando o caso veio à tona, Almeida negou as acusações. Procurada, a defesa não se manifestou sobre a denúncia apresentada ao Supremo.
Nos bastidores, a avaliação no governo foi de que a permanência do então ministro se tornou inviável diante da gravidade das acusações. À época, ele acabou demitido do cargo.
Relatos à PF
Em depoimento prestado à PF, Anielle relatou ter sido alvo de condutas inadequadas desde o período de transição de governo, no fim de 2022. Segundo ela, o episódio mais grave ocorreu em uma reunião oficial, em maio de 2023.
De acordo com o relato, Almeida teria tocado suas pernas por baixo da mesa durante o encontro, que contava com a presença de outras autoridades. O depoimento foi colhido em outubro de 2024.
Além do caso envolvendo a ministra, o inquérito apura denúncias de outras mulheres. Em setembro de 2024, a organização Me Too Brasil informou ter recebido relatos contra o ex-ministro.
“Elas foram atendidas por meio dos canais de atendimento da organização e receberam acolhimento psicológico e jurídico”, disse a entidade em nota na ocasião.
A denúncia agora será analisada pelo STF, que decidirá se há elementos para tornar Almeida réu no processo.