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Papa Leão XIV diz que Deus rejeita orações de líderes que travam guerras
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Brasil/Mundo

Papa Leão XIV diz que Deus rejeita orações de líderes que travam guerras

Redação com web

O papa Leão XIV fez duras críticas à guerra, afirmando que Deus rejeita as orações de líderes que promovem conflitos e têm “as mãos cheias de sangue”. Durante celebração na Praça de São Pedro, ele classificou o confronto com o Irã como “atroz”, reforçou que Jesus não justifica guerras e voltou a pedir cessar-fogo imediato, destacando o sofrimento das vítimas e condenando o uso da fé para legitimar a violência.

O papa Leão XIV afirmou neste domingo que Deus rejeita as orações dos líderes que iniciam guerras e têm “as mãos cheias de sangue”, em declarações incomumente contundentes, enquanto a guerra com o Irã entrava em seu segundo mês.

Em um discurso para dezenas de milhares de pessoas na Praça de São Pedro no Domingo de Ramos, celebração que marca o início da Semana Santa para os 1,4 bilhão de católicos do mundo, o pontífice classificou o conflito como “atroz” e afirmou que Jesus não pode ser usado para justificar nenhuma guerra.

“Este é o nosso Deus: Jesus, Rei da Paz, que rejeita a guerra, a quem ninguém pode usar para justificar a guerra”, disse Leão XIV, o primeiro papa norte-americano, à multidão sob um sol radiante.

“(Jesus) não ouve as orações dos que fazem guerra, mas as rejeita, dizendo: ‘ainda que multipliquem as suas orações, eu não as ouvirei, porque as suas mãos estão cheias de sangue'”, disse ele, citando uma passagem bíblica.

Leão 14 não mencionou especificamente nenhum líder mundial, mas tem intensificado as críticas à guerra contra o Irã nas últimas semanas.

No domingo 22 de março, o papa afirmou que seguia “observando com consternação a situação no Oriente Médio, assim como em outras regiões do mundo dilaceradas pela guerra e pela violência”.

“Não podemos ficar em silêncio diante do sofrimento de tantas pessoas, vítimas inocentes destes conflitos. O que fere a eles, fere a humanidade inteira. A morte e a dor provocadas por estas guerras são um escândalo para toda a família humana e um clamor diante de Deus”, acrescentou.

O papa, conhecido por escolher suas palavras com cuidado, tem pedido repetidamente um cessar-fogo imediato no conflito.

Algumas autoridades norte-americanas invocaram a linguagem cristã para justificar os ataques conjuntos entre EUA e Israel contra o Irã em 28 de fevereiro, que deram início à guerra.

O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, que começou a liderar cultos de oração cristãos no Pentágono, orou em um culto na quarta-feira pedindo “ação violenta e avassaladora contra aqueles que não merecem misericórdia”.

Em sua homilia deste domingo, Leão XIV fez referência a uma passagem bíblica na qual Jesus, prestes a ser preso antes de sua crucificação, repreendeu um de seus seguidores por golpear com uma espada a pessoa que o prendia.

“(Jesus) não se armou, nem se defendeu, nem lutou em nenhuma guerra”, disse Leão XIV. “Ele revelou a face gentil de Deus, que sempre rejeita a violência. Em vez de se salvar, permitiu ser pregado na cruz.”

Redação com web

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