Oscar 2026 registra 17,9 milhões de telespectadores, a menor audiência desde 2022
A 98ª edição do Oscar 2026 teve queda de audiência nos Estados Unidos, com 17,86 milhões de telespectadores (9% a menos que 2025), embora tenha mantido liderança no horário nobre e crescido nas redes sociais. Os filmes One Battle After Another e Sinners foram os grandes vencedores, com destaque para Paul Thomas Anderson e Michael B. Jordan. Apesar da forte expectativa no Brasil, produções como O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, não levaram prêmios. A cerimônia também enfrentou concorrência esportiva e seguiu a tendência de queda de outras premiações recentes.
O Oscar 2026 fez muito barulho aqui no Brasil, que teve pelo segundo ano consecutivo um representante cheio de expectativas para levar ao menos uma estatueta. Mas, a empolgação do público nos Estados Unidos, onde a premiação acontece, nem de longe se assemelha ao que aconteceu por aqui. A audiência televisiva diminuiu, seguindo uma tendência observada em outras premiações recentes.
A 98ª edição do Oscar atraiu 17,86 milhões de telespectadores na ABC e no Hulu, segundo dados da Nielsen e classificações de painel. Os números representam uma queda de cerca de 9% em relação à cerimônia de 2025, que teve 19,69 milhões de telespectadores, o maior número desde o fim da pandemia, e a menor audiência da premiação desde 2022, quando 16,68 milhões de pessoas assistiram.
O programa obteve uma classificação de 3,92 entre adultos de 18 a 49 anos (equivalente a cerca de 5,34 milhões de pessoas nessa faixa etária), uma queda de 14% em relação aos 4,54 do ano passado.
Apesar da queda, o Oscar obteve pontos positivos. A premiação manteve sua posição habitual como a transmissão de entretenimento em horário nobre mais assistida da temporada. Já em termos de redes sociais, os números do evento também apresentaram um aumento significativo, de 42%, para mais de 181 milhões de impressões durante a transmissão (de acordo com o Social Content Ratings da Talkwalker).
Os filmes “One Battle After Another” e “Sinners” dominaram a noite, com o primeiro levando seis Oscars (incluindo melhor filme e melhor diretor para Paul Thomas Anderson) e “Sinners” conquistando quatro estatuetas (incluindo melhor ator para Michael B. Jordan e melhor roteiro original para Ryan Coogler). Conan O’Brien apresentou a cerimônia pela segunda vez.
Queda segue tendência observada em outras premiações recentes
O Oscar seguiu a tendência das outras duas grandes premiações da temporada, mas com uma queda um pouco mais acentuada. O Globo de Ouro, em janeiro, e o Grammy, em fevereiro, registraram baixa de audiência de cerca de 6% em comparação com suas edições de 2025. Além do pouco interesse do público, a transmissão foi marcada por falhas de áudio e outros problemas técnicos, e interrompeu a apresentação de alguns vencedores, além de prolongar demais alguns trechos roteirizados. Apesar dos problemas, o programa contou com discursos emocionantes de Jordan e da vencedora do prêmio de melhor atriz, Jessie Buckley, apresentações musicais bem recebidas das canções indicadas de Sinners e KPop Demon Hunters (a música “Golden” deste último grupo levou o prêmio) e esquetes divertidas de abertura e encerramento com O’Brien fazendo comentários sobre os filmes indicados.
A cerimônia do Oscar 2026 também enfrentou um concorrente inesperado A festa disputou a preferência do público com a semifinal do Clássico Mundial de Beisebol entre os Estados Unidos e a República Dominicana. A transmissão do jogo pela FS1 e Fox Deportes atraiu 7,37 milhões de telespectadores, a maior audiência da história para uma partida do WBC nos Estados Unidos.
O “Agente Secreto”, do diretor pernambucnao Kleber Mendoçnça Filho, foi o principal representante brasileiro na 98ª edição do Oscar com quatro indicações: Melhor Filme Internacional, Melhor Filme, Melhor Ator (Wagner Moura) e Melhor Direção de Elenco (Gabriel Domingues), porém não conquistou nenhuma estatueta. O outro brasileiro, Adolpho Veloso, que concorria na categoria Melhor Fotografia por “Sonhos de Trem”, também não saiu vencedor.
Na edição anterior, o Brasil concorreu com “Ainda Estou Aqui”, de Walter Salles, e levou a melhor na categoria Melhor Filme Internacional. O longa também disputou as estatuetas de Melhor Atriz (Fernanda Torres) e Melhor Filme.