O Patriarca noventão
Doutor Judá Fernandes de Lima, nascido na velha Viçosa no dia 25
de março de 1933, radicado na próspera Arapiraca, filho de tia Gertrudes
Magna in memoriam, fez pioneirismo nas áreas médicas, sociais e culturais
pela sua formação adquirida ao longo de sua profícua existência. No Hospital
Regional, foi Coordenador de Saúde (IPASEAL), Diretor do Jornal Novo
Nordeste, presidiu a ACALA, sempre com ética, proficiência médica a serviço
das comunidade arapiraquense e cidades circunvizinhas.
Casado com a escritora Almira Gouveia Alves Fernandes, edificou
uma família honrada, a saber: Paulo de Tarso, Procurador da Fazenda
Nacional, a Médica Ana Paula, casada com o empresário Paulo Barbosa,
Aurélia Magna, Alda Celine, Aline Régia. Netos e bisnetos celebrarão os
noventa e três anos de vida no dia 25 de março de 2026.
O primo-escritor estreou na literatura lançando seu festejado livro - A
Xícara do Padre (05.12.1998). Recipendiário da Comenda Cel. Esperidião
Rodrigues, Cidadão Honorário da Terra de Manoel André. Laureado com sua
crônica A Toalha do Noivo, mereceu o primeiro lugar - prosa, no III Concurso
Científico e Literário de Alagoas - Academia Alagoana de Medicina
(29.10.1998).
Exalta sua saudosa e querida genitora com essas palavras: “ Uma
mulher extraordinária, de têmpera de aço, aguerrida, forjada a capricho, todavia
despojada das atividades mundanas. Sempre revoltada com tanta coisa errada,
injusta e absurda. Não aceitava essas mudanças repentinas, transformações
sociais e radicais, que só vieram piorar a situação dos excluídos camponeses,
desgarrados e discriminados trabalhadores rurais, brutalmente rechaçados
pelos governantes ”.
Em 2002, lançou sua majestosa obra Um Genuíno Tangerino.
Prefaciado pelo imortal Divaldo Suruagy: “ O livro de Judá será importante
subsídio para quantos pretendem conhecer o modus vivendi e adentrar às
origens de muitas daquelas figuras que, no passado, contribuíram para a
edificação do nosso futuro”.
Sua cara-metade Almira, apresentou seu livro: “ Do encanto e da
nobreza/ De um rico Sobradão / outrora foi dos Fernandes / E hoje já noutra
mão/ Mas que conserva a beleza/ Da arquitetura de então/E mostra o poder e a
raça/ De quem fez a construção ”.
A bem da verdade, tudo começou com a chegada do abastado
lusitano Lourenço Ferreira de Melo Sucupira da Veiga, avô de José Luís da
Veiga Lima - capitão Cazuza que, por sua vez, deu a continuidade da família
dos Veiga de Paulo Jacinto. Faleceu aos 75 anos no dia 23 de janeiro de 1945.
No ano seguinte, nasci na então Vila. Não o conheci, mas venero à sua
memória pela tradição deixada.