Novo RG: 50 milhões de brasileiros já possuem a CIN; veja como tirar e novo prazo
A Carteira de Identidade Nacional (CIN) já alcançou 50 milhões de emissões e será o principal documento de identificação no Brasil, substituindo o RG com número único, QR Code e maior segurança. O governo definiu que, a partir de 2027, ela será obrigatória para novos cadastros na seguridade social, com adoção gradual até lá. A CIN também facilita o acesso a serviços públicos, permite incluir outros documentos e possui versão digital no aplicativo gov.br.
A nova Carteira de Identidade Nacional (CIN), ou o ‘Novo RG‘, chegou à marca de 50 milhões de emissões, informou o governo na quarta-feira, 8.
O novo documento, que substitui o antigo RG, conta com número único válido para todo o Brasil, QRCode de segurança e outras inovações que aumentam a precisão na identificação dos cidadãos e diminuem as chances de fraude.
Pessoas podem colocar na CIN informações de outros documentos como CNH, título de eleitor, dispensa militar, carteira de trabalho e cartão SUS. A nova carteira permite a inclusão de informações como tipo sanguíneo e opção por doação de órgãos para o caso de emergências, por exemplo.
Novo prazo
O governo ampliou o prazo para que a Carteira de Identidade Nacional (CIN) se torne a base exclusiva de identificação biométrica na seguridade social. De acordo com o novo cronograma, apenas a partir de 1º de janeiro de 2027 é que todos os novos cadastros para benefícios deverão utilizar obrigatoriamente os dados registrados no novo documento.
Com a ampliação, quem já possui biometria cadastrada em outros órgãos oficiais — como na Carteira Nacional de Habilitação (CNH), no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ou na Polícia Federal — poderá continuar utilizando esses registros até o fim de 2027, desde que tenham sido coletados até 31 de dezembro de 2026.
Após esse período de transição estendido, a base da CIN passará a ser o padrão definitivo.
Até 31 de dezembro de 2026, a verificação biométrica unificada será disponibilizada aos órgãos gestores. A partir dessa data, cada instituição, como o INSS e o Ministério do Desenvolvimento Social, definirá normas próprias para incorporar a nova ferramenta aos seus fluxos de atendimento, tanto presencial quanto digital (como o Meu INSS).
Adoção gradual
A Carteira de Identidade Nacional (CIN) será a base principal para o cadastro biométrico. De forma transitória, também poderão ser usadas outras bases oficiais, como as da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e o título de eleitor gerido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O governo fará a adoção gradual do cadastro biométrico obrigatório por meio da CIN para concessão e procedimentos regulares de manutenção e renovação de benefícios da Seguridade Social.
Não haverá bloqueio automático de benefícios nem necessidade de deslocamento imediato às unidades de atendimento de cada política. Estarão dispensadas do cadastro pessoas com mais de 80 anos, migrantes, refugiados e apátridas, residentes no exterior e pessoas com dificuldade de deslocamento por motivo de saúde ou deficiência.
Vantagens da nova identidade
Uma das vantagens da CIN é a simplificação do acesso das pessoas aos serviços públicos e benefícios sociais. Isso será possível a partir do uso dos dados da CIN como base de identificação das pessoas nas políticas públicas. Desse modo, a carteira ajuda as pessoas na garantia dos seus direitos e facilita o acesso a benefícios sociais, por exemplo.
Outro ponto positivo da CIN é a sua versão digital disponível no aplicativo gov.br. A partir do recebimento do documento impresso, as pessoas já podem acessar o aplicativo para baixar a CIN em formato digital. Isso pode simplificar o uso em viagens ou em outras ocasiões em que for necessário se identificar.
A CIN também amplia a segurança da conta gov.br, pois a nova carteira facilita o acesso a uma conta Ouro na plataforma do governo federal. Atualmente, o gov.br possui mais de 173 milhões de usuários e possibilita o acesso a mais de 4.600 serviços digitais federais e outros mais de oito mil de estados e municípios.
Todos os estados brasileiros e o Distrito Federal emitem o novo documento. Em cada local, é feita por um órgão diferente: em São Paulo, por exemplo, é função do Poupatempo; já no Acre, da Polícia Civil.
O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) disponibilizou uma lista com links para agendamento nos órgãos que fazem a CIN em cada estado. Veja a seguir:
- Acre
- Alagoas
- Amapá
- Amazonas
- Bahia
- Ceará
- Distrito Federal
- Espírito Santo
- Goiás
- Maranhão
- Mato Grosso
- Mato Grosso do Sul
- Minas Gerais
- Pará
- Paraíba
- Paraná
- Pernambuco
- Piauí
- Rio de Janeiro
- Rio Grande do Norte
- Rio Grande do Sul
- Rondônia
- Roraima
- Santa Catarina
- São Paulo
- Sergipe
- Tocantins
Como fazer o novo RG
Para o atendimento, o cidadão deve apresentar o CPF e a certidão de nascimento ou de casamento, em via original ou cópia autenticada. Caso queira incluir informações adicionais no documento, como tipo sanguíneo ou condições de saúde, é preciso levar os comprovantes correspondentes.

(fonte: governo federal)
No dia e horário marcados, o solicitante deve comparecer ao posto de atendimento com os documentos em mãos. Na ocasião, será feita a captura de foto, impressões digitais e conferência dos dados.
O prazo para a nova identidade ficar pronta varia de acordo com o estado, mas, em geral, leva entre 7 e 20 dias. A retirada do novo RG pode ser feita presencialmente ou, em alguns casos, o cidadão recebe um aviso pelo aplicativo gov.br para acessar a versão digital.
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