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‘Não há problema em contrato de consultoria’, diz Gleisi sobre Lewandowski
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Brasil/Mundo

‘Não há problema em contrato de consultoria’, diz Gleisi sobre Lewandowski

Redação com web

A ministra Gleisi Hoffmann afirmou que Ricardo Lewandowski avisou previamente o presidente Lula sobre contratos de consultoria privada antes de assumir o Ministério da Justiça e que se afastaria dessas atividades, negando qualquer irregularidade no caso do Banco Master. Segundo ela, as investigações que resultaram na prisão do dono do banco ocorreram com Lewandowski no comando da pasta, e sua saída do governo não teve relação com a crise da instituição. Gleisi também criticou tentativas de vincular o governo ao caso e disse que eventuais esclarecimentos em CPI cabem ao Congresso.

A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, afirmou nesta quarta-feira que o ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski avisou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva antes de assumir o posto que tinha vário contratos de consultoria, dos quais iria se afastar para tomar posse no governo, e disse que não há nada que deponha contra o ex-ministro no caso do Banco Master.

“Ele (Lewandowski) avisou que prestava atividades privadas que ele teria que se afastar. Não sei se ele falou exatamente do Master, mas ele falou: ‘Olha, eu tenho que me afastar de atividades'”, disse a ministra em entrevista a jornalistas. Lewandowski pelo Master

Inicialmente, Gleisi chegou a dizer que o governo sabia do contrato específico de Lewandowski com o Master, mas depois ela se corrigiu e esclareceu que o conhecimento era dos contratos de consultoria de maneira geral.

Gleisi ressaltou ainda que as investigações da Polícia Federal que levaram à prisão do dono do Master, Daniel Vorcaro, foram feitas com Lewandowski à frente do Ministério da Justiça e, portanto, no comando da PF.

A ministra também negou que a saída do ministro do governo no início deste ano tenha tido qualquer relação com a crise do banco, já que vinha sendo negociada há algum tempo. Ela ressaltou que Lewandowski tinha até mesmo dado entrevistas dizendo que estaria na hora de deixar o governo antes da crise do Master estourar.

Em nota publicada na véspera, Lewandowski disse que deixou de atuar como advogado do Master logo após ser convidado por Lula para assumir o Ministério da Justiça. Ele confirmou que fora contratado pelo banco após se aposentar do Supremo Tribunal Federal (STF) em abril de 2023, mas afirmou que deixou de atuar para a instituição financeira ao se tornar ministro da Justiça.

Questionada sobre a possível criação de uma CPI sobre o Master, a ministra afirmou que essa é uma decisão que cabe ao Congresso e que, se acontecer, o governo vai prestar todas as informações necessárias sobre o que foi investigado até agora.

A ministra criticou ainda o que chamou de tentativas de envolver o governo na crise do Master, com as questões sobre o contrato de consultoria de Lewandowski e o encontro que Lula teve com Vorcaro em 2024. Segundo a ministra, a reunião foi de praxe, como o presidente já teve com vários representantes do setor financeiro.

“Quem tem muito mais explicações para dar é muito mais a oposição que o governo. Quem tinha relações com o banco Master eram eles”, disse. “Essa tentativa de colar a crise do Master no governo não vai prosperar. Eles têm muito mais que explicar”, completou.

Redação com web

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