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Mulher morre e mais de 100 pessoas vão a hospital após comerem em pizzaria na PB
Divulgação
Polícia

Mulher morre e mais de 100 pessoas vão a hospital após comerem em pizzaria na PB

Redação com web

Uma mulher de 44 anos, Raíssa Silva, morreu em Pombal (PB) após consumir pizza em uma pizzaria, suspeita de causar intoxicação alimentar que afetou outras 117 pessoas. O estabelecimento foi interditado por irregularidades de higiene e controle de pragas, enquanto o proprietário se disse à disposição das autoridades. A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar o caso, aguardando exames periciais e necroscópicos, e o hospital monitora os demais pacientes.

Uma mulher de 44 anos, Raíssa Silva, morreu após comer em uma pizzaria em Pombal, no Sertão paraibano, no domingo, 15. A suspeita principal é intoxicação alimentar. Até esta terça-feira, outras 117 pessoas que frequentaram o local relataram sintomas de gravidade variada.

Entre domingo e terça-feira, cerca de 118 pessoas precisaram de atendimento médico por apresentarem sintomas como dores abdominais, vômitos, náuseas, diarreia e mal-estar. Os atendimentos foram realizados na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município e no Hospital Regional de Pombal.

De acordo com o g1, 44 pacientes atendidos na UPA disseram ter comido pizza na La Favoritta no domingo (15). Outras 74 pessoas procuraram o Hospital Regional com sintomas parecidos no mesmo intervalo.

A morte de Raíssa

A engenheira agrônoma e servidora pública, Raíssa Maritein Bezerra e Silva, morreu após comer em uma pizza de carne de sol junto ao namorado. Após o jantar, o casal passou mal e buscou atendimento ao hospital, sendo liberado ainda no domingo. O homem não apresentou quadro grave, diferente de Raíssa que precisou retornar à unidade.

O Hospital Regional de Pombal relatou que a vítima apresentou rápida evolução clínica, sendo prontamente assistida pela equipe médica e encaminhada à Unidade de Terapia Intensiva (UTI), já em estado geral gravíssimo, com sinais compatíveis com um quadro infeccioso grave.

“Durante a internação, evoluiu com agravamento do quadro clínico, necessitando de cuidados intensivos. Apesar de todas as medidas assistenciais adotadas pela equipe, a paciente evoluiu a óbito na manhã de terça-feira, 17, às 8h59”, informou o hospital.

O velório ocorre no Auditório da UBS Solar das Oiticicas, em Pombal. O sepultamento será nesta quarta-feira, 18, às 8h, no Cemitério São Francisco. Raíssa foi descrita pela prima, Izabele Freitas, como “alegre, simples, acolhedora e divertida”. Ela não era casada e não tinha filhos.

Pizzaria interditada

O estabelecimento foi interditado na segunda-feira, 16, pela Vigilância Sanitária de Pombal. No dia seguinte, a Agevisa realizou nova vistoria no local. A inspeção identificou problemas como presença de pragas e insetos, falta de documentação obrigatória, alimentos mal acondicionados e condições térmicas inadequadas.

Também foi constatada a ausência de documentos que comprovassem a adoção de Procedimentos Operacionais Padrão (POPs), além da inexistência de protocolos de higiene e controle de pragas. Segundo o inspetor Sérgio Freitas, as falhas impediam o funcionamento do local.

Em uma rede social, juntamente da advogada, Marcos Antônio, dono do estabelecimento, publicou um vídeo em que lamenta, tanto a morte da engenheira, quanto os outros intoxicados. A defesa do proprietário reforçou que ele segue à disposição das autoridades.

“Quero salientar também que jamais eu tive a intenção de machucar qualquer pessoa, prejudicar qualquer pessoa. Porque eu sou jovem, tenho 24 anos e meu comércio é minha vida. Então, jamais iria me sabotar, jamais iria prejudicar, porque tudo o que conquistei foram seis anos de muita luta, muita renúncia e dificuldade”, declarou Marcos.

Confira

O que diz o Hospital

Em nota à IstoÉ, o hospital informou que registrou 74 atendimentos entre os dias 15 e 16 de março, sendo 36 no domingo (33 por gastroenterocolite aguda (GECA) e 3 por episódios de vômito) e 38 na segunda-feira, com 23 casos de GECA, além de ocorrências de êmese, dor abdominal, vômito e uma suspeita de intoxicação alimentar.

Segundo a unidade, todos os pacientes receberam atendimento com avaliação clínica, medicação e orientações, evoluindo para alta hospitalar, com exceção de um caso que apresentou agravamento. Os atendidos na terça-feira seguem acompanhados pelas equipes de saúde, com suporte clínico.

O hospital afirmou ainda que mantém o monitoramento da situação e reforçou a importância dos cuidados com a higiene e a conservação dos alimentos, orientando que pessoas com sintomas como vômito, diarreia e dor abdominal procurem atendimento médico.

Também à IstoÉ, a Polícia Civil da Paraíba informou que, na segunda-feira, foi instaurado um inquérito para apurar os supostos casos de intoxicação alimentar. O proprietário do estabelecimento já foi ouvido. A corporação aguarda a produção de provas técnicas, incluindo laudos periciais dos produtos recolhidos no local e o exame necroscópico da vítima. O prazo para conclusão do inquérito é de 10 dias.

Redação com web

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