Motoristas sentem efeitos do reajuste do ICMS sobre combustíveis
Aumento
Motoristas da capital mineira sentem no bolso os efeitos do reajuste do ICMS sobre os combustíveis, que elevou o imposto cobrado na gasolina, no diesel e no gás de cozinha.
Com o reajuste, o ICMS da gasolina sobe R$ 0,10 centavos por litro e passa a ser de R$ 1,57.
O motofrentista José Nilton contou para a Rádio CBN que apesar do aumento recente, já percebeu o aumento nos postos de Gasolina em Belo Horizonte, onde ele encontrou o combustível custando mais de R$6 reais:
"E tem posto que está chegando a custar até R$ 6,80. Acaba sempre em época de comemoração a gasolina aumenta, acaba aproveitando, né? O pessoal acaba usando o veículo, ou para viajar, aí acaba aumentando mesmo. Mas sempre a gente vê essa mudança, mas é em época festiva."
Este é o segundo ano seguido de alta do ICMS sobre combustíveis.
O analista administrativo, Henrique Aquino, também sentiu no bolso os impactos do atual aumento do imposto sobre a gasolina. Segundo ele, os centavos que aumentaram farão diferença nas contas do fim do mês:
"Tem uma diferença boa no litro, porque eu estava pagando em torno de R$ 5,99, agora já está R$ 6,19, subiu 20 centavos no litro e acaba impactando no fim do mês. Não tem como, a gente tem que arcar com a diferença, infelizmente."
O motorista autônomo Bruno Rodrigues afirma que a mudança também deve pesar no orçamento mensal. Mesmo assim, ele diz que não pretende trocar de posto e continua priorizando locais de confiança, para evitar o risco de abastecer com combustível adulterado.
"Esse valor atrapalha a gente mais no final do mês, né? Porque, igual eu trabalho por conta própria, eu sinto que gasta muito a gasolina quando aumenta. Eu vou só em um de confiança dela. E é confiança, sim, tanto você vê pelo combustível e vê pelas pessoas também. Porque aconteceu de eu pedir para colocar gasolina comum, o cara foi lá e depois ativada, porque ele está ganhando em cima, não sei se é premiação ou alguma coisa, entendeu?"
A decisão de aumento do ICMS foi tomada pelo Conselho Nacional de Política Fazendária em setembro do ano passado. O órgão reúne representantes governo federal e os estados.De acordo com o conselho, o reajuste considera os preços médios mensais dos combustíveis divulgados pela Agência Nacional do Petróleo no período de fevereiro a agosto de 2025, em comparação ao mesmo período de 2024.
Para o diesel, o aumento será de R$ 0,05 por litro, para R$ 1,17.
No caso do gás de cozinha, o aumento será de R$ 1,05 por botijão.
A CBN pediu um posicionamento a Minaspetro, que representa os revendedores de combustíveis em Minas Gerais. A entidade afirmou que a medida aumenta a carga tributária sobre um bem essencial, trazendo impacto para empresários e consumidores. A entidade informou ainda que apresentou propostas para reduzir custos, como correção volumétrica por temperatura, autoabastecimento e medidas contra a evasão fiscal.