Moraes aumenta área de restrição de drones no entorno da residência de Bolsonaro
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a proibição do sobrevoo de aeronaves não tripuladas — os populares drones — em um raio de 1 km da residência do ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília. A medida atende a uma solicitação do Comando do 19º Batalhão de Polícia Militar do Distrito Federal.
A decisão de Moraes estabelece sanções para o descumprimento do perímetro restrito. O magistrado autorizou expressamente que a Polícia Militar realize o abate e a imediata apreensão de qualquer drone que viole a zona de exclusão. Além da perda do equipamento, os operadores identificados deverão ser presos em flagrante por crimes contra a segurança do transporte aéreo.
A restrição visa impedir monitoramentos não autorizados e garantir a privacidade de Bolsonaro, evitando a exposição de sua rotina e de seus familiares a dispositivos de vigilância remota. Conforme o despacho, todas as ocorrências registradas pela Polícia Militar no local devem ser comunicadas imediatamente à Suprema Corte para acompanhamento judicial.
Como será a prisão domiciliar?
Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado, vinha cumprindo a pena no presídio da Papudinha. Devido à internação hospitalar, a defesa do ex-presidente entrou com pedido de domiciliar, alegando risco de vida.
Para a concessão, Moraes impôs uma série de restrições, como uso de tornozeleira eletrônica, proibição de celular e redes sociais, limitação de visitas e envio diário de relatórios de monitoramento à Corte.