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Macron, Merz e Starmer condenam ‘assassinato’ de manifestantes no Irã
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Brasil/Mundo

Macron, Merz e Starmer condenam ‘assassinato’ de manifestantes no Irã

Redação com web

França, Alemanha e Reino Unido condenaram duramente a repressão do regime iraniano aos protestos, denunciando o assassinato de manifestantes e pedindo contenção, respeito aos direitos humanos e às liberdades de expressão e reunião. Apesar dos apelos, o líder supremo Ali Khamenei afirmou que o regime não recuará, enquanto ONGs relatam ao menos 51 mortos, incluindo crianças, mais de 2.200 detidos e restrições ao acesso à internet para conter as manifestações.

Os governos da França, da Alemanha e do Reino Unido condenaram nesta sexta-feira (09/01) “veementemente” o “assassinato” de manifestantes no Irã e apelaram à contenção por parte das autoridades do regime.

“Estamos profundamente preocupados com os relatos de violência perpetrada pelas forças de segurança iranianas e condenamos veementemente o assassinato de manifestantes”, afirmaram, em comunicado conjunto, o presidente francês, Emmanuel Macron, o chanceler federal alemão, Friedrich Merz, e o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer.

Os três líderes instaram as autoridades iranianas a exercer a contenção, abster-se de violência e respeitar os direitos fundamentais dos cidadãos iranianos. Macron, Merz e Starmer acrescentaram que as autoridades iranianas “têm a responsabilidade de proteger a sua população e devem permitir as liberdades de expressão e de reunião pacífica sem receio de represálias”.

O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, advertiu nesta sexta-feira que a República Islâmica não vai recuar diante da crescente onda de protestos, que já dura 13 dias.

Mais de 50 mortos

Ao menos 51 manifestantes, incluindo nove crianças, foram mortos e centenas ficaram feridos em todo o Irã desde o início dos protestos em 28 de dezembro, segundo um relatório divulgado na sexta-feira pela ONG Iran Human Rights, com sede na Noruega.

Dos mortos, ao menos nove são menores, enquanto centenas de pessoas ficaram feridas nos primeiros 13 dias de manifestações.

A ONG sediada na Noruega afirmou que existem relatos e vídeos que sugerem que o número de mortos pode ser muito maior, mas que só contou casos que conseguiu verificar diretamente ou que foram verificados por duas fontes independentes.

O número de detidos já ultrapassa os 2.200, segundo a ONG.

As autoridades iranianas restringiram o acesso à internet global na quinta-feira, não permitindo mais ligações ou serviços de fora do país, numa aparente tentativa de controlar os protestos.

Redação com web

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