Lula sai em defesa do papa Leão XIV e diz que ele ‘não precisa ter medo’ de Trump
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou apoio ao papa Leão XIV após críticas do presidente dos EUA, Donald Trump, que o chamou de “fraco” por sua posição contra a guerra. Lula defendeu o pontífice, criticou a postura de Trump e afirmou que liderança não deve se basear no medo. Em resposta, o papa declarou não temer o governo norte-americano e reafirmou que continuará se posicionando contra conflitos.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se solidarizou com o papa Leão XIV nesta terça-feira, 14, por conta dos ataques desferidos pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que definiu o primeiro pontífice norte-americano na história como “fraco” por conta de sua postura contra a guerra.
“Eu estive com ele [Leão XIV] e sai muito bem impressionado. Queria até aproveitar para ser solidário a ele, porque está correta a crítica que ele fez ao presidente Trump. Ninguém precisa ter medo de ninguém”, declarou o petista em entrevista a veículos de imprensa progressistas.
“O Trump não precisava ficar ameaçando o mundo. Eu disse para o Trump que ele tem de escolher se quer ser temido ou quer ser amado, e quem tem medo não vê liderança, vê um algoz”, acrescentou Lula, que ainda definiu o conflito no Irã como “inconsequente”.
Ataques de Trump
Na noite do último domingo, 12, Trump publicou nas redes sociais um longo texto em que acusa Leão XIV de ser “fraco” em questões como a criminalidade e a guerra no Irã, marcando um rompimento sem precedentes entre a Casa Branca e a Santa Sé.
Além disso, o presidente reivindicou para si o fato de Robert Prevost ter sido eleito como sucessor de Francisco no conclave de maio de 2025.
“Leão deveria ser grato porque sua nomeação foi uma surpresa chocante. Ele não estava em nenhuma lista para ser Papa e só foi colocado lá por ser americano, e eles acharam que essa seria a melhor maneira de lidar com o presidente Trump. Se eu não estivesse na Casa Branca, Leão não estaria no Vaticano”, acrescentou.
No dia seguinte, o pontífice respondeu e disse que não tem “medo do governo Trump”. “Continuarei a me manifestar em voz alta contra a guerra”, garantiu. (ANSA).