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Lula fala em ‘reciprocidade’ após delegado da PF ser expulso dos EUA
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Política

Lula fala em ‘reciprocidade’ após delegado da PF ser expulso dos EUA

Redação com web

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil pode adotar medidas de “reciprocidade” contra os EUA após a expulsão do delegado da PF Marcelo Ivo. O caso ocorre após a prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem em território americano, que havia fugido do Brasil e foi detido pelo ICE. Enquanto os EUA acusam o delegado de tentar burlar regras de imigração, a Polícia Federal afirma que a ação fez parte de cooperação internacional, já que Ramagem foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal por crimes ligados a tentativa de golpe de Estado.

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou que pode agir com “reciprocidade” contra os Estados Unidos após a expulsão do delegado da Polícia Federal (PF) Marcelo Ivo. Em conversa com a imprensa na porta de um hotel em Hannover, na Alemanha, Lula afirmou ter sido informado na manhã desta terça-feira, 21, sobre o episódio.

“Se houve um abuso americano com relação ao nosso policial, nós vamos fazer a reciprocidade com o dele no Brasil”, afirmou o presidente.

Marcelo Ivo foi expulso dos EUA na segunda-feira, 20, uma semana depois da prisão do ex-deputado federal Alexandre Ramagem, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado.

Detido pelo serviço de imigração norte-americano, o ICE, em 13 de abril, o ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) foi solto dois dias depois. Ele fugiu para os EUA em setembro do ano passado.

Em um comunicado divulgado pelo Departamento de Estado, o governo dos EUA alegou que o oficial brasileiro tentou “manipular” o sistema de imigração, “contornando pedidos formais de extradição” e “estendendo perseguições políticas ao território dos Estados Unidos”.

A Polícia Federal, por outro lado, informou que a prisão de Ramagem “decorreu de cooperação policial internacional” entre a PF e autoridades dos EUA.

“O preso é considerado foragido da Justiça brasileira após condenação pelos crimes de organização criminosa armada, golpe de Estado e tentativa de abolição violenta do Estado de Direito’, afirmou a PF.

Redação com web

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