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Lendo & Comentando Maquiavel
Foto: Divulgação
Laurentino Veiga

Lendo & Comentando Maquiavel

Laurentino Veiga
Laurentino Veiga
Laurentino Veiga

Segundo o biógrafo Jair Lot Vieira, nasceu em Florença em 03 de
maio de 1469 e faleceu em 21 de julho de 1527. Nicolau Maquiavel descendia
do ramo pobre da nobreza toscana. Desempenhou vários cargos públicos,
sendo Chanceler da República. Administrou negócios e relações externas,
como assessor de embaixadores.
Viajou para a França de Luís XIII, na mesma função, conheceu César
Bórgia, o poderoso condottieri, filho do papa Alexandre VI, que o inspirou na
criação de O Príncipe. Por outro lado, com o retorno dos Médici ao poder
(1513), Maquiavel, acusado de sedição, foi preso e torturado. Contraiu núpcias
com Marietta Orsini (1501), dessa união nasceram cinco filhos.
Seu famoso livro O Príncipe, dedicou-o ao preclaro filho da casa dos
Médici, Lourenço II, O Magnífico. O fim do século XIV e o início do século XV,
marcam um movimento de profundas transformações no cenário europeu. Isto
é, o eixo econômico, em virtude da queda de Constantinopla em 1453, sai do
Mar Mediterrâneo e volta-se ao Atlântico.
Sua famosa obra, transformou-se num ícone da ciência política e da
Filosofia moderna. Maquiavel escreveu no século XVI e revelou suas
preocupações sobre temáticas como moral, ética e poder, que permanecem
atuais como no momento que inspirou o autor. Assim sendo, partiu das
condições sócio-históricas da sua época para construir novo tratado sobre as
regras que regem a ética na atuação política. Segundo Rousseau, Maquiavel,
fingindo dar lições aos príncipes, deu lições ao povo.
Afora isso, Maquiavel analisou os principados eclesiásticos, do
gênero de milícia, das tropas auxiliares, dos deveres do príncipe para com as
tropas, da liberdade e da parcimônia, da crueldade e da piedade. O que a um
príncipe convém realizar para ser estimado. Dos ministros dos príncipes, de
como se devem evitar os aduladores. Uma cartilha ensinando os governadores
com relação aos governados.
Trata-se, portanto, de um Manual político, que alia técnicas para a
compreensão de elementos fundamentais sobre a conquista do poder e sua
manutenção. Um tratado tão necessário ao hábito dos príncipes para assegurar

a estabilidade em seu Estado. Edificar fortalezas, que seja a rédea e o freio dos
que tivessem a intenção de atacá-los.
Menciona que, deve um Princípe deve mostrar-se amante das
virtudes e que deve honrar o que se revelam grandes em uma arte qualquer.
Além disso, que é louvável estimular os cidadãos a exercerem suas atividades
no comércio, na agricultura. Em outras palavras, os dirigentes de hoje devem
planejar suas ações a fim de atingir o povo em geral. Por tudo isso, é
louvável que os atuais governantes sejam capazes de aplicar políticas públicas
para se obter o bem comum.

Laurentino Veiga

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