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Jovem de 18 anos acusa ministro do STJ de assédio sexual
Divulgação
Polícia

Jovem de 18 anos acusa ministro do STJ de assédio sexual

Redação com web

Uma jovem de 18 anos acusa o ministro do STJ Marco Buzzi de tentativa de assédio sexual durante férias em janeiro, em uma praia de Balneário Camboriú (SC). Segundo o relato, o episódio teria ocorrido na presença de familiares amigos do magistrado, e a denúncia foi registrada em São Paulo e encaminhada às instâncias competentes por envolver foro privilegiado. Buzzi nega as acusações e afirma que elas não correspondem aos fatos. O caso está sob apuração sigilosa na Corregedoria Nacional de Justiça, que já colheu depoimentos, enquanto a defesa da vítima pede rigor nas investigações e preservação da família.

Uma jovem de 18 anos acusa o ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça), Marco Buzzi, de tentar assediá-la sexualmente durante as férias de janeiro, na praia de Balneário Camboriú (SC). O caso já chegou ao CNJ (Conselho Nacional de Justiça).

Segundo o portal Metrópoles, a jovem é filha de um casal amigo do ministro. No dia 9 de janeiro, eles estariam na praia e, em determinado momento, ela teria ido tomar banho de mar. Buzzi também estaria presente e, de acordo com o relato, o magistrado estaria visivelmente excitado e teria tentado agarrá-la por três vezes.

Ao avisarem os pais sobre o ocorrido, a família teria decidido retornar para São Paulo, onde foi registrado o boletim de ocorrência. Eles foram, então, encaminhados para relatar e denunciar o fato ao STF (Supremo Tribunal Federal), visto que Buzzi possui foro privilegiado devido ao cargo de ministro do STJ.

Em nota, o ministro afirmou ter sido “surpreendido com o teor das insinuações divulgadas por um site, as quais não correspondem aos fatos”, e acrescentou que “repudia, nesse sentido, toda e qualquer ilação de que tenha cometido ato impróprio”.

Uma representação contra o magistrado já foi formalizada na Corregedoria Nacional de Justiça. Por meio de comunicado, o CNJ confirmou que o caso tramita em sigilo na corregedoria, “como determina a legislação brasileira”. “Tal medida é necessária para preservar a intimidade e a integridade da vítima, além de evitar a exposição indevida e a revitimização. A Corregedoria colheu, nesta manhã, depoimentos no âmbito do processo”, completou o órgão.

O advogado Daniel Leon Bialski, que representa a vítima e a família, disse que, “neste momento, o mais importante é preservá-los, diante do gravíssimo ato praticado”. “Aguardamos rigor nas apurações e o respectivo desfecho perante os órgãos competentes”, declarou.

Marco Buzzi integra o STJ desde 2011, quando tomou posse após indicação da então presidente Dilma Rousseff (PT). O ministro compõe a Quarta Turma do tribunal, focada em conflitos de direito privado.

Redação com web

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