Israel substitui estátua de Cristo destruída por ataque de militares no Líbano
O Exército de Israel confirmou que um soldado destruiu uma imagem de Jesus Cristo no sul do Líbano durante uma operação, ato registrado por outro militar. Após investigação, dois soldados foram punidos com 30 dias de detenção e outros seis advertidos por não intervirem. A instituição afirmou que substituiu o monumento, classificou o episódio como grave e lamentou o ocorrido, que gerou repercussão e críticas internacionais.
O Exército de Israel informou, em publicação no X (antigo Twitter), que substituiu a imagem de Jesus Cristo crucificado destruída no domingo, 19, por um soldado no sul do Líbano. A corporação também anunciou a punição de dois militares com 30 dias de detenção, após a divulgação de uma foto do ato, que motivou a abertura de uma investigação.
A investigação apontou que, durante uma operação na vila de Debel, um soldado danificou a estátua enquanto outro registrava a cena. O Exército afirmou ainda que outros seis militares presenciaram o episódio, mas não tentaram impedi-lo nem o comunicaram aos superiores.
Segundo a postagem, o Comando do Norte iniciou a substituição do monumento assim que foi informado sobre o episódio. No comunicado, as FDI afirmaram lamentar profundamente o ocorrido e disseram adotar medidas para evitar que situações semelhantes se repitam.
Confira
A foto de um soldado israelense destruindo a estátua foi divulgada inicialmente pelo jornalista palestino Younis Tirawi. Antes de confirmar a autenticidade da imagem, o porta-voz internacional das Forças de Defesa de Israel, Nadav Shoshani, afirmou que o caso era analisado “de forma minuciosa”.
Horas depois, o Exército israelense reconheceu que a imagem era verdadeira, classificou a conduta do militar como “extremamente grave” e prometeu adotar medidas. O episódio gerou críticas internacionais. A embaixada do Irã na África do Sul repudiou o caso.