Israel planejava matar aiatolá Khamenei desde novembro, diz ministro da Defesa
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que o governo israelense decidiu em novembro eliminar o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, após reunião com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. O plano previa executar a operação cerca de seis meses depois, mas foi antecipado após protestos no Irã e o risco de ataques contra Israel e interesses dos EUA. Khamenei acabou morto no início de uma ofensiva aérea conjunta de Estados Unidos e Israel, o que desencadeou uma escalada de guerra no Oriente Médio, com ataques iranianos contra Israel e aliados e respostas militares contra grupos apoiados pelo Irã, como o Hezbollah no Líbano.
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, revelou nesta quinta-feira que Israel tomou a decisão de eliminar o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, já em novembro, com planos para executar a operação cerca de seis meses depois.
Khamenei foi morto nas primeiras horas da campanha aérea conjunta dos EUA e Israel, iniciada no sábado, marcando o primeiro assassinato de um governante principal de um país por meio de ataque aéreo.
O ataque aéreo conjunto chega ao fim de sua primeira semana, após os disparos iniciais terem eliminado os líderes do país e desencadeado uma guerra regional. Isso inclui ataques iranianos contra Israel, países do Golfo e Iraque, além de respostas israelenses contra o Hezbollah — aliado do Irã — no Líbano.

Homem presta condolências ao aiatolá Ali Khamenei, morto em ataque dos EUA e Israel (Foto: REUTERS/Willy Kurniawan)
“Já em novembro nos reunimos com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu em um fórum muito restrito, e o primeiro-ministro estabeleceu a meta de eliminar Khamenei”, afirmou Katz em entrevista ao noticiário da TV N12 de Israel.
O prazo original estava fixado para meados de 2026, conforme declarado por ele.
O plano foi posteriormente compartilhado com Washington e antecipado para cerca de janeiro, após o eclodir de protestos no Irã.
Na ocasião, Israel temia que os governantes clericais, sob pressão, pudessem lançar um ataque contra Israel e ativos dos EUA no Oriente Médio, explicou Katz.
Israel declarou que seu objetivo é eliminar a ameaça existencial representada pelo programa nuclear e pelo projeto de mísseis balísticos do Irã, além de provocar uma mudança de regime. Até o momento, os governantes do Irã não demonstraram qualquer sinal de renúncia ao poder.