Israel ataca emissora estatal no Irã e explosões são ouvidas em Teerã
As Forças de Defesa de Israel confirmaram novos ataques aéreos contra alvos em Teerã, afirmando ter desmantelado um centro de comunicações do regime iraniano. Em resposta, o Irã declarou que não negociará com os Estados Unidos, segundo Ali Larijani, e anunciou novos ataques com mísseis contra prédios governamentais e instalações militares em Tel Aviv, Haifa e Jerusalém Oriental, incluindo supostos alvos ligados ao governo de Benjamin Netanyahu, embora Israel não tenha confirmado os danos.
As Forças de Defesa de Israel (FDI) confirmaram, na noite desta sexta-feira, 2, a realização de novos ataques contra alvos em Teerã, capital do Irã.
O bombardeio foi ouvido por volta das 2h (horário local) e confirmado por veículos de imprensa estatais iranianos.
“Há pouco tempo, a Força Aérea Israelense atacou e desmantelou o centro de comunicações do regime terrorista iraniano”, informaram as Forças de Defesa de Israel.
Irã afirma que não negociará com EUA
O Irã “não negociará com os Estados Unidos”, afirmou nesta segunda-feira, 2, Ali Larijani, o poderoso chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional de Teerã.
Em uma publicação no X, Larijani negou as informações da imprensa de que as autoridades iranianas tentaram iniciar conversações com o governo de Donald Trump após a onda de ataques americanos e israelenses no fim de semana, que aconteceu após uma série de negociações nucleares entre Teerã e Washington.
Também nesta segunda-feira, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou que lançou mísseis contra edifícios governamentais de Israel em Tel Aviv e contra instalações militares e de segurança em Haifa e em Jerusalém Oriental.
“Entre os alvos da 10ª onda, ocorreu um bombardeio ao complexo governamental do regime sionista em Tel Aviv, ataques contra centros militares e de segurança de Haifa e um bombardeio em Jerusalém Oriental”, anunciou o exército ideológico da República Islâmica em um comunicado.
Alguns dos alvos dos bombardeios iranianos foram o gabinete do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu e o quartel-general do comandante da Força Aérea de Israel. Israel não confirmou se o gabinete de Netanyahu foi realmente atingido.