Irã suspende comunicação com EUA e registra mobilizações após ameaças de Trump
O Irã suspendeu todos os canais de comunicação diplomáticos, inclusive indiretos, com os Estados Unidos, em meio ao aumento das tensões após ameaças envolvendo também Israel. A decisão foi acompanhada por mobilizações civis em pontos estratégicos, como pontes e usinas, incentivadas por autoridades iranianas como forma de defesa. O governo iraniano afirmou que utilizará todos os recursos para proteger seus interesses, enquanto a Casa Branca manteve incerteza sobre os próximos passos.
O Irã suspende todos os canais de comunicação diplomáticos e indiretos com os Estados Unidos nesta terça-feira (7), conforme informou o jornal estatal Tehran Times. A interrupção ocorre em um cenário de crescentes tensões e mobilizações civis em pontos estratégicos do país.
O que aconteceu
- O Irã suspende a comunicação diplomática e indireta com os EUA, acirrando as tensões entre as nações.
- Imagens mostram civis iranianos em mobilização frente a infraestruturas estratégicas, como pontes e usinas.
- As ações ocorrem após ameaças dos Estados Unidos e Israel, e convocações para proteger o território iraniano.
De acordo com a publicação iraniana, considerada próxima a setores mais radicais do governo, “todas as trocas de mensagens também foram interrompidas”. Esta decisão marca um endurecimento na postura do Irã frente à diplomacia com Washington.
Mobilização interna em resposta a ameaças
Em paralelo à suspensão dos canais diplomáticos, a agência Fars News Agency divulgou imagens de mobilizações civis em diversas localidades do país. Cidadãos iranianos foram registrados em frente a infraestruturas consideradas estratégicas, como pontes e usinas elétricas, em um claro sinal de prontidão defensiva.
Na cidade de Ahwaz, no sudoeste do Irã, manifestantes foram observados na ponte Pol Sefid, erguendo uma grande bandeira iraniana. Concentrações semelhantes ocorreram nas proximidades da usina Shahid Rajaee, situada perto de Teerã, e em uma instalação elétrica na cidade de Tabriz, no norte do país.
Essas manifestações respondem a um chamado do oficial iraniano Alireza Rahimi, que convocou jovens a formarem “correntes humanas” para proteger estruturas que poderiam se tornar alvos de eventuais ataques. As declarações recentes do presidente Donald Trump, que mencionaram os Estados Unidos e Israel, são vistas como um gatilho para a iniciativa.
Qual a posição oficial do Irã?
Em uma declaração contundente, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baqaei, afirmou que “a força da cultura, da lógica e da fé na causa justa de uma nação civilizada certamente prevalecerá sobre a lógica da força bruta”. O posicionamento reflete a determinação iraniana em face das ameaças externas.
Baqaei acrescentou que o Irã utilizará “todas as suas capacidades e recursos” para defender seus interesses nacionais, sinalizando uma postura de não recuo diante da escalada de tensões.
Do lado americano, a Casa Branca manteve um tom enigmático, declarando que o presidente Donald Trump é “o único” que detém o conhecimento sobre os próximos passos dos Estados Unidos em relação ao Irã. Detalhes adicionais sobre a estratégia de Washington não foram divulgados, mantendo o cenário de incerteza diplomática.