Assine a newsletter
Irã rejeita plano de paz de Trump e mantém ataques a Israel e bases dos EUA
Divulgação
Brasil/Mundo

Irã rejeita plano de paz de Trump e mantém ataques a Israel e bases dos EUA

Redação com web

Os bombardeios entre Israel e Irã continuam mesmo com a tentativa de mediação dos EUA liderada por Donald Trump, cujo plano de paz propõe cessar-fogo, restrições nucleares iranianas e redução de sua influência regional em troca do alívio de sanções. Teerã rejeitou a proposta e prioriza a resposta militar, enquanto ataques se intensificam em várias frentes, incluindo alvos em Israel, países do Golfo e no Líbano. O conflito também impacta o mercado global, elevando o preço do petróleo devido à instabilidade no estratégico Estreito de Ormuz.

Os bombardeios entre Israel e Irã prosseguiram nesta quarta-feira, 25, ignorando a tentativa de mediação anunciada pelo presidente Donald Trump. Enquanto Washington afirma negociar um plano de paz de 15 pontos para encerrar as hostilidades iniciadas em 28 de fevereiro, o comando das Forças Armadas do Irã rejeitou categoricamente qualquer diálogo, classificando a iniciativa americana como uma tentativa de “negociar consigo mesmos”.

A negativa foi confirmada por Ebrahim Zolfaqari, porta-voz do comando militar conjunto iraniano, dominado pela linha-dura da Guarda Revolucionária. Em pronunciamento na TV estatal, o militar afirmou que o país não aceitará acordos com a gestão Donald Trump, citando o histórico de ataques sofridos durante tentativas anteriores de diplomacia. O Ministério das Relações Exteriores do Irã, por meio de Esmaeil Baghaei, reforçou que a prioridade de Teerã no momento é a defesa militar, e não a mesa de negociações.

Os 15 pontos: a estratégia de Washington

A proposta de paz, enviada ao Irã por meio da mediação do Paquistão, busca estabelecer um cessar-fogo imediato de 30 dias. Segundo informações do jornal “New York Times” e da emissora israelense “Channel 12”, o documento de 15 pontos impõe condições rigorosas para a estabilização da região:

  • Programa nuclear: Cinco dos tópicos tratam diretamente da atividade nuclear iraniana, exigindo restrições em troca de apoio internacional para um programa estritamente civil;
  • Influência regional: O plano exige que Teerã abandone o apoio militar e financeiro aos seus aliados no “Eixo de Resistência”, especificamente o Hezbollah, no Líbano, e o Hamas, em Gaza;
  • Livre navegação: Um ponto central exige a garantia de que o Estreito de Ormuz permaneça aberto à navegação marítima sem hostilidades;
  • Contrapartidas: Em troca do cumprimento das metas, os EUA oferecem a suspensão progressiva das sanções econômicas que sufocam a economia iraniana.

A equipe de negociação de Washington conta com nomes do primeiro escalão, como o vice-presidente JD Vance, o secretário de Estado Marco Rubio, além de Steve Witkoff e Jared Kushner.

Choque energético e ofensiva militar

Apesar do ceticismo iraniano, os mercados financeiros reagiram com volatilidade aos rumores da trégua. Antes do conflito, o Estreito de Ormuz era responsável pelo escoamento de 20% da produção mundial de petróleo. O bloqueio atual levou o preço do barril a ultrapassar a marca de US$ 100. Na terça-feira, 24, a sinalização de Donald Trump sobre um possível “presente” — a reabertura parcial do canal — chegou a derrubar as cotações.

No campo de batalha, a Guarda Revolucionária anunciou o lançamento de mísseis e drones contra Tel Aviv e Kiryat Shmona, em Israel, além de bases militares dos EUA no Kuwait, Jordânia e Bahrein. No Kuwait, um ataque incendiou um depósito de combustível no aeroporto internacional. Em contrapartida, as forças israelenses confirmaram incursões aéreas contra infraestruturas na capital iraniana, atingindo locais de produção de mísseis navais. No Líbano, a ofensiva de Israel contra o Hezbollah já contabiliza mais de mil mortos desde o início de março.

* Com informações da AFP e Reuters

Redação com web

Comentários

0 comentário(s)

Já tenho cadastro

Entre com seus dados para comentar.

Esqueci minha senha

Quero me cadastrar

Crie sua conta de leitor para participar das discussões.

Seja o primeiro a comentar esta notícia.

Notícias relacionadas