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Irã insiste em solução diplomática após Trump rejeitar plano de paz
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Internacional

Irã insiste em solução diplomática após Trump rejeitar plano de paz

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O Irã anunciou uma proposta de paz na semana passada, na Assembleia Geral da ONU, em Nova York, mas o presidente dos Estados Unidos afirmou que recusou o acordo. País persa afirma que não houve resposta oficial.

O Irã insistiu neste domingo (27) que somente a diplomacia pode resolver o conflito com os Estados Unidos e Israel, após o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar que rejeitou uma proposta iraniana para reabrir o Estreito de Ormuz e encerrar os combates.

“Nossas condições são claras, e qualquer medida para reabrir o Estreito de Ormuz depende do cumprimento dessas condições”, postou o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, nas redes sociais. “Somente uma solução negociada pode tirar as partes desse impasse.”

O Irã anunciou uma proposta de paz na semana passada na Assembleia Geral da ONU, em Nova York, afirmando que ela havia sido transmitida aos norte-americanos por meio de mediadores do Catar.

Trump disse no sábado que rejeitou o plano e argumentou que o desespero estava levando os iranianos a pressionarem por um acordo sobre a importante via navegável.

“Eles querem fechar um acordo para abrir o Estreito de Ormuz imediatamente porque estão perdendo feio”, disse Trump a jornalistas na Casa Branca.

Apesar das declarações públicas de Trump, mediadores que facilitam as negociações de Teerã com Washington não transmitiram oficialmente uma rejeição dos EUA ao plano, disse Araqchi.

“Estamos aguardando que os mediadores nos transmitam as posições definitivas, e tomaremos uma decisão com base nelas”, postou Araqchi.

Os EUA impuseram um bloqueio econômico ao Irã para pressionar Teerã a interromper os ataques iranianos a embarcações no Estreito de Ormuz, o que reduziu drasticamente o tráfego marítimo na região, mesmo com Trump afirmando repetidamente que os EUA controlam a via navegável.

O comandante-chefe do exército iraniano, Amir Hatam, disse que a guerra está em uma fase crítica e decisiva, acrescentando que Teerã não vai aceitar uma situação em que não possa comercializar enquanto potências estrangeiras utilizam as vias navegáveis estratégicas da região.

“Se o Irã não puder comercializar, se o Irã não puder viver, ninguém poderá comercializar ou viver”, disse, em declarações divulgadas pela mídia estatal.

Sete meses de guerra

Tentativas anteriores de diplomacia não tiveram sucesso em encerrar a guerra, iniciada em 28 de fevereiro com ataques dos EUA e de Israel ao Irã.

Desde então, o conflito tem alternado entre pausas e novos ataques, matando milhares de pessoas, enfraquecendo as forças convencionais do Irã e prejudicando sua já debilitada economia.

O Irã e seus aliados responderam expandindo o conflito por toda a região. O Irã atacou aliados dos EUA no Golfo com drones e mísseis, enquanto seus aliados houthis no Iêmen atacaram alvos sauditas.

A Arábia Saudita, o maior dos países do Golfo, foi arrastada ainda mais para a guerra neste mês, à medida que combatentes houthis avançaram no Iêmen, derrotando as forças do governo apoiado pela Arábia Saudita e ameaçando as exportações sauditas de petróleo pelo Mar Vermelho.

Apoiados pelo Irã, os houthis têm disparado repetidamente contra a Arábia Saudita e, em um possível sinal de mais uma escalada, pais em Riade receberam avisos das escolas neste domingo informando que as aulas passariam a ser ministradas remotamente durante a semana, segundo pessoas que receberam as mensagens.

O aviso não apresentou o motivo da decisão. Autoridades sauditas não responderam imediatamente a um pedido de comentário.

Enquanto isso, o Ministério da Saúde do Iêmen, controlado pelos houthis, informou que sete pessoas morreram e 40 ficaram feridas, incluindo crianças, em um ataque a lojas em um mercado no cruzamento de Mawiya, na província de Taiz, no sudoeste do país.

Posteriormente, o governo do Iêmen, reconhecido internacionalmente, informou que suas forças haviam atacado um acampamento militar houthi e veículos no mesmo cruzamento.

*É proibida a reprodução deste conteúdo.

Reuters

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