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Implante coclear: quem pode fazer a cirurgia que devolve a audição
Aparelho já é utilizado em Alagoas há 15 anos
Alagoas

Implante coclear: quem pode fazer a cirurgia que devolve a audição

Assessoria

Deficiência auditiva

Por Algo Mais Comunicação Corporativa

 

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que cerca de 430 milhões de pessoas, entre elas 34 milhões de crianças, necessitam de reabilitação para tratar perda auditiva incapacitante. A projeção é que, até 2050, esse número ultrapasse 700 milhões, o equivalente a uma em cada dez pessoas no planeta. No Dia Mundial da Audição, celebrado em 3 de março, especialistas reforçam a importância do diagnóstico precoce e do acesso a tecnologias capazes de transformar a vida de pessoas com deficiência auditiva.

 

De acordo com a OMS, considera-se perda auditiva incapacitante aquela superior a 35 decibéis (dB) no melhor ouvido. A prevalência aumenta com a idade e atinge mais de 25% das pessoas com mais de 60 anos. Diante desse cenário, o otorrinolaringologista da Unimed Maceió, João Paulo Tenório, afirma que o implante coclear é uma alternativa eficaz para pacientes com perdas severas ou profundas. “Trata-se de um dispositivo eletrônico capaz de restaurar a audição nesses casos”, esclarece.

 

Segundo o especialista, o equipamento é implantado cirurgicamente atrás da orelha e possui dois componentes: um interno e outro externo, semelhante a um aparelho auditivo convencional. “O procedimento posiciona o dispositivo atrás da orelha do paciente e envolve as partes interna e externa”, detalha. A cirurgia é realizada por otorrinolaringologistas com especialização em otologia, área dedicada às doenças e cirurgias do ouvido.

 

A indicação depende de avaliação criteriosa. Nesse contexto, a triagem auditiva neonatal, conhecida como teste da orelhinha, é essencial para identificar precocemente alterações em recém-nascidos. “O diagnóstico é feito por meio da triagem auditiva neonatal, realizada de forma universal, para detectar precocemente perdas auditivas em crianças”, pontua o médico. A recomendação é que o exame ocorra até o primeiro mês de vida, preferencialmente nos primeiros dias após o nascimento, conforme orienta a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

 

O implante também pode ser indicado para adultos, idosos, crianças e adolescentes que nasceram com audição normal, mas desenvolveram perda severa ou profunda ao longo da vida. Conforme explica João Paulo Tenório, a cirurgia é especialmente recomendada quando o uso de aparelhos convencionais não apresenta resultados satisfatórios. “Pacientes que não se adaptam ao aparelho auditivo tradicional, que possui limitações na capacidade de restaurar a audição, são candidatos ao implante coclear”, destaca.

 

Em Alagoas, o procedimento é realizado há mais de 15 anos, com resultados considerados positivos. O especialista ressalta que a cirurgia é segura quando precedida de diagnóstico adequado e acompanhada por equipe multidisciplinar. “São intervenções seguras, desde que bem indicadas e acompanhadas por profissionais como fonoaudiólogo e psicólogo. O índice de sucesso é elevado”, assegura.

 

Além da cirurgia, o tratamento exige dedicação contínua. O acompanhamento fonoaudiológico e o apoio familiar são determinantes para a reabilitação e o desenvolvimento da linguagem. “O paciente precisa das terapias e do suporte adequado da família para alcançar uma audição próxima do normal e desenvolver a linguagem de forma apropriada”, conclui o médico, ao enfatizar que o implante coclear é um procedimento consolidado no Brasil e reconhecido como o primeiro dispositivo eletrônico capaz de substituir um órgão sensorial.

Otorrinolaringologista da Unimed Maceió, João Paulo Tenório

Otorrinolaringologista da Unimed Maceió, João Paulo Tenório

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