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Homem mistura Tadalafila com bebida alcoólica e morre em motel de MG
Foto: Getty images
Brasil/Mundo

Homem mistura Tadalafila com bebida alcoólica e morre em motel de MG

Metrópoles

Perigo

Um homem, de 59 anos, morreu após passar mal dentro de um motel em Monte Carmelo, no Alto Paranaíba (MG). Ele estava acompanhado de uma mulher, 39, e, segundo a Polícia Militar, tomou quatro comprimidos de Tadalafila, um medicamento para disfunção erétil.

 

O casal também consumiu bebida alcoólica e energéticos no local.

A acompanhante relatou que eles chegaram ao motel na manhã de quinta-feira (9/4). Após perceber que o homem estava com dificuldade para falar e sinais de mal-estar, ela acionou os funcionários do local para ajudá-la.

 

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O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e realizou manobras de reanimação por cerca de 15 minutos, mas ele não resistiu.

 

A Polícia Militar atestou o óbito. Como não havia sinais de violência, o corpo foi liberado em seguida para a família.

 

O caso foi registrado como encontro de cadáver e a acompanhante não precisará responder judicialmente pelo ocorrido. Procurada pelo Metrópoles, a Polícia Civil de Minas Gerais informou que aguarda novos laudos do caso.

“A PCMG apura os fatos e aguarda a conclusão de laudo pericial para atestar as circunstâncias e a causa da morte”, disse em nota.

 

Perigo

A Tadalafila é um medicamento amplamente usado para tratar a disfunção erétil (impotência sexual) e os sintomas da hiperplasia prostática benigna (aumento da próstata). O remédio aumenta o fluxo sanguíneo para o pênis, facilitando a ereção, com a característica de longa duração — podendo agir por até 36 horas, segundo especialistas.

No entanto, o uso indevido e indiscriminado do medicamento tem sido associado a casos graves de eventos cardiovasculares, incluindo morte súbita e infarto.

 

“Embora pequenas quantidades de álcool geralmente não representem risco para pessoas saudáveis, o consumo excessivo pode potencializar efeitos como queda da pressão arterial, tontura, dor de cabeça e até desmaios, pois tanto a bebida quanto a medicação promovem vasodilatação, o que diminui a pressão arterial e o fluxo de sangue para órgãos vitais como coração e cérebro”, explica o médico cardiologista Vagner Vinicius Ferreira.

“Um ponto de alerta crescente é a combinação com bebidas energéticas, que contêm altas doses de cafeína e outros estimulantes. Nesse cenário, ocorre um efeito misto no organismo: enquanto a tadalafila e o álcool tendem a reduzir a pressão, os energéticos aumentam a frequência cardíaca e a estimulação do sistema nervoso, podendo provocar palpitações, arritmias muitas vezes graves, ansiedade e maior sobrecarga cardiovascular”, acrescenta o especialista.

Metrópoles

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