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Guarulhos é pior aeroporto do país em serviços, segundo Anac
Foto: Getty Images
Brasil/Mundo

Guarulhos é pior aeroporto do país em serviços, segundo Anac

Metrópoles

Índice que avalia serviços como limpeza e escadas rolantes coloca aeroporto de Guarulhos atrás de outros 11 concedidos à iniciativa privada

O Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, na Região Metropolitana, é o pior do país num índice que inclui itens limpeza, acesso a informação, acesso aos terminais, elevador e escada rolante. A avaliação, realizada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) nos principais aeroportos brasileiros, serve para verificar se os aeroportos concedidos à iniciativa privada estão oferecendo serviço apropriado para os passageiros e usuários do transporte aéreo.

O aeroporto que tiver um baixo desempenho, inferior ao padrão estabelecido pela Anac, é penalizado no reajuste de tarifas – com redução do valor máximo de cobrança – e pode ser multado, de acordo com as regras estabelecidas no contrato de concessão.

O reajuste tarifário anual é balizado pelo chamado Fator Q, resultado da avaliação do cumprimento do reajuste tarifário anual autorizado pela Agência para os aeroportos concedidos. O índice é um instrumento de qualidade dos serviços prestados e é medido a partir da avaliação do cumprimento dos indicadores de serviços

O Aeroporto de Guarulhos tem o pior desempenho entre 12 aeroportos concedidos à iniciativa privada, o equivalente a 0,5 do Fator Q. O mais bem avaliado é o de Confins (MG), que obteve resultado de 2%.

Atualmente, o índice é verificado nos aeroportos de Natal (RN), Brasília (DF), Guarulhos (SP), Campinas (SP), Belo Horizonte (MG), Galeão (RJ), Florianópolis (SC), Fortaleza (CE), Porto Alegre (RS), Salvador (BA), Recife (PE) e Curitiba (PR). Por ter sido relicitado este ano, o Aeroporto de Natal deixará de ter o acompanhamento do fator em 2024, por causa das regras do novo contrato.

Contratos de concessão

De acordo com a Anac, o acompanhamento dos serviços oferecidos pelas concessionárias dos aeroportos é permanente e definido nos contratos de concessão. A medição é feita por meio de três instrumentos: pesquisa de satisfação entre os usuários dos aeroportos, dados de movimentação aeroportuária e informações repassadas pelas concessionárias, como tempo de espera em fila de inspeção e disponibilidade de equipamentos.

O Fator Q existe desde a primeira rodada de concessões. A cada cinco anos, no processo de revisão dos parâmetros de concessão, a composição é atualizada para se adequar à nova realidade de cada aeroporto.

Para garantir a fidelidade das informações, todos os dados recolhidos passam por auditoria da ANAC e de uma empresa independente contratada pelas concessionárias dos aeroportos.

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