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Governo publica MP que endurece regras do frete e amplia proteção a caminhoneiros
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Brasil/Mundo

Governo publica MP que endurece regras do frete e amplia proteção a caminhoneiros

Redação com web

O governo federal publicou uma medida provisória para endurecer as regras do frete, aumentando multas e exigindo registro obrigatório das operações, com o objetivo de proteger caminhoneiros e evitar abusos. A ação faz parte de um conjunto de medidas para evitar uma possível greve da categoria, insatisfeita com a alta do diesel, influenciada por conflitos no Oriente Médio. Além disso, o governo propôs reduzir temporariamente o ICMS sobre o combustível, dividindo o custo com os estados, enquanto monitora os impactos no mercado.

O governo federal editou nesta quinta-feira, 19, medida provisória que torna mais rígidas as regras do frete e amplia proteção a caminhoneiros, categoria que vinha sinalizando possibilidade de greves em meio a insatisfações com a alta do preço do diesel decorrente dos conflitos no Oriente Médio.

Publicada em edição extra do Diário Oficial, a MP reforça as regras para o cumprimento do piso mínimo do frete no transporte rodoviário de cargas e eleva as multas para contratantes que descumprirem o piso, que podem variar entre R$ 1 milhão e R$ 10 milhões por operação. Também estabelece a obrigatoriedade do registro de todas as operações de frete, permitindo à Agência Nacional de Transportes Terrestres identificar e bloquear operações realizadas abaixo do valor legal.

“Com as novas regras, o governo busca assegurar condições mais justas para os caminhoneiros, combater práticas abusivas no setor e dar maior efetividade à política de preços mínimos do frete rodoviário”, afirmou a Casa Civil em nota.

No caso de descumprimento das regras, empresas transportadoras poderão sofrer suspensão cautelar ou, em caso de reincidência, ter cancelada a autorização para atuar no setor por até dois anos.

Na quarta-feira, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou uma ofensiva em várias frentes para evitar uma greve de caminhoneiros e seus consequentes custos políticos e econômicos em um ano eleitoral, anunciando o endurecimento da fiscalização do cumprimento do frete mínimo e uma investida junto a Estados na tentativa de reduzir o ICMS sobre combustíveis.

Em outra investida para tentar evitar uma greve dos caminhoneiros, o Ministério da Fazenda propôs aos secretários estaduais de Fazenda o corte temporário do ICMS, um imposto estadual, sobre a importação de diesel em troca de o governo federal arcar com 50% do custo fiscal da medida para os governos regionais.

Segundo o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, o corte do ICMS seria temporário, com prazo inicial até 31 de maio, para que governo federal e Estados possam seguir avaliando os efeitos da guerra no Oriente Médio sobre os preços internacionais do petróleo. Durigan disse ainda que os governadores analisarão a proposta e o tema voltará a ser debatido em nova reunião no dia 27 de março.

Preços do diesel seguem em alta

O preço médio do diesel S-10, o tipo mais vendido no Brasil, saltou 18,86% no país desde 28 de fevereiro, quando começou a guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, impactando os mercados globais de petróleo e combustíveis, apontou na terça-feira o painel online ValeCard.

O preço do diesel comum teve alta ainda maior no mesmo período, de mais de 22%, enquanto a gasolina avançou 10% e o etanol hidratado subiu quase 9%.

Em 2018, uma grande paralisação de caminhoneiros praticamente parou o país por 10 dias, gerando impactos na economia.

Na terça-feira, os temores de uma nova greve dos caminhoneiros levaram as taxas futuras de juros a subir em meio à reação negativa dos agentes financeiros com essa possibilidade.

Os temores com uma possível greve dos caminhoneiros continuavam a permear os mercados financeiros nesta quarta.

Redação com web

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