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Governo estuda transferir fiscalização de fundos da CVM para o Banco Central
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Política

Governo estuda transferir fiscalização de fundos da CVM para o Banco Central

Redação com web

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o governo estuda ampliar o poder regulatório do Banco Central para que a autarquia passe a fiscalizar fundos de investimento, atribuição hoje concentrada na CVM. O debate ocorre em meio a investigações sobre possíveis fraudes envolvendo fundos e o Banco Master, e inclui discussões com a AGU, o Ministério da Gestão e o próprio BC. Haddad criticou a gestão anterior do Banco Central, disse que problemas foram herdados por Gabriel Galípolo e avaliou que a liquidação do Banco Master não representa risco sistêmico para o país.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta segunda-feira, 19, que o governo está discutindo formas de ampliar o perímetro regulatório do Banco Central para aumentar o poder de fiscalização sobre fundos de investimento, incorporando à autarquia atribuições que estão hoje sob a alçada da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Em entrevista ao portal Uol, Haddad afirmou que o tema é debatido entre sua pasta, a Advocacia-Geral da União (AGU) e o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, além do presidente do BC, Gabriel Galípolo.

“Tem muita coisa que deveria estar no âmbito do Banco Central, e que está no âmbito da CVM — na minha opinião, equivocadamente. O BC tem que ampliar o seu perímetro regulatório e passar a fiscalizar os fundos”, disse.

CVM, AGU, Ministério da Gestão e BC não responderam de imediato a um pedido de comentário feito pela Reuters.

Investigações no centro da discussão

O debate é feito em meio a operações policiais que investigam a atuação de fundos de investimento, com possíveis fraudes relacionadas ao Banco Master e ações ligadas a facções criminosas.

Na entrevista, Haddad fez duras críticas à gestão anterior do BC, afirmando que Gabriel Galípolo, presidente da instituição desde o início de 2025, herdou uma série de problemas, incluindo o da fraude do Banco Master.

O ministro afirmou que a fraude no Master já ocorria durante a presidência de Roberto Campos Neto no BC, acrescentando que a gestão anterior da autarquia também alimentou o problema de desancoragem das expectativas de inflação.

Conforme Haddad, o trabalho de Galípolo à frente do BC em 2025 serviu para “retornar as coisas à normalidade”.

Campos Neto foi indicado ao comando do BC pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, tendo deixado o cargo no fim de 2024. Procurado pela Reuters, ele não respondeu de imediato.

Haddad ainda avaliou que a liquidação do Banco Master não gera risco sistêmico para o país.

Em outra frente, ele afirmou que o BC tem ampliado as reservas cambiais do país, inclusive sob a atual gestão.

Redação com web

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