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Governo brasileiro analisa próximos passos após proposta de taxação de 25% dos EUA
Os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e do Brasil, Lula, em encontro na Malásia — Foto: Ricardo Stuckert / PR
Brasil/Mundo

Governo brasileiro analisa próximos passos após proposta de taxação de 25% dos EUA

CBN

Economia brasileira

O governo brasileiro analisa as medidas e os próximos passos sobre a proposta por parte dos Estados Unidos de uma taxação de 25% contra o Brasil por práticas comerciais consideradas irregulares. Segundo uma fonte da CBN no Itamaraty, uma posição oficial seria divulgada ainda nesta terça-feira (2).

A base governista já aponta os culpados por mais um episódio que pode penalizar a economia brasileira: a família Bolsonaro. A proposta do governo dos Estados Unidos de aplicar uma sobretaxa de 25% sobre os produtos brasileiros gerou forte reação política em Brasília.

O deputado federal Lindbergh Farias classificou a medida americana como um "ataque contra o Brasil" e disse que a situação é "inaceitável". Ele acusou os filhos do ex-presidente, o senador Flávio Bolsonaro e o deputado Eduardo Bolsonaro, de conspirarem contra o país.

 

Um dos pontos que mais irritou a base governista no documento americano é a acusação de que o Banco Central brasileiro estaria usando o Pix para prejudicar empresas de cartão de crédito dos Estados Unidos.

 

"Olha, inaceitável esse ataque contra o Brasil. Olha, o PIX é uma tecnologia brasileira. Dizer que o PIX está prejudicando os cartões de crédito norte-americanos e querer nos penalizar é um absurdo. Agora vocês vejam, o Flávio Bolsonaro e o Eduardo Bolsonaro acabam conspirando contra o Brasil, trabalhando contra os brasileiros".

 

 

"Novamente vieram com tarifas, mas da forma mais injusta possível. Tarifas contra o Brasil, porque o Brasil tem uma tecnologia própria, como se nós tivéssemos que ficar dependentes e reféns dos cartões de crédito norte-americanos. Isso é um escândalo. A decisão do presidente Lula é defender o Brasil. O Brasil é dos brasileiros. O PIX é do Brasil".

 

A decisão final sobre a tarifa de 25% está nas mãos do presidente Donald Trump. A medida aumenta a pressão sobre o governo Lula e acontece logo após os Estados Unidos classificarem facções criminosas brasileiras como organizações terroristas.

 

Flávio Bolsonaro afirma ter pedido a Trump que não taxasse empresas brasileiras

 

Senador Flávio Bolsonaro e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump — Foto: Reprodução

Senador Flávio Bolsonaro e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump — Foto: Reprodução

O pré-candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, disse que pediu ao presidente norte-americano, Donald Trump, que não taxasse as empresas brasileiras, durante a reunião que teve na Casa Branca na semana passada.

 

Flávio deu entrevista à Rádio Itatiaia nesta terça-feira (2) e afirmou que atuou em defesa das empresas brasileiras, prometendo negociar com os norte-americanos "quando sentasse na cadeira do Planalto".

Segundo Flávio, o governo Trump vê Lula com desconfiança e por isso mantém as taxas e sanções contra o Brasil. No entanto, ele negou que haja problemas com o Pix e disse que é terrorismo do governo Lula a informação de que os Estados Unidos querem acabar com o Pix. Segundo Flávio, houve um pedido direto dele a Trump para que não taxasse as empresas brasileiras.

 

"Nas três reuniões que nós tivemos com o presidente Trump, o vice-presidente Vance e o secretário de Estado, Marco Rubio, eu pedi expressamente: não taxem as empresas brasileiras. É um pedido que eu fiz expresso a eles, porque eu disse o seguinte: a partir de 2027, vocês vão ter um governo que vai sentar aqui com vocês e vai negociar de igual para igual, porque o nosso agro alimenta o mundo. Não é justo taxar as nossas empresas. A gente tem que valorizar a nossa tecnologia, a gente tem que valorizar o nosso Pix, a gente tem que valorizar o nosso etanol."

 

Flávio apoiou ainda a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como grupos terroristas pelo governo Trump, disse que a medida é necessária e que durante as reuniões na Casa Branca pediu que essas facções fossem declaradas terroristas. Segundo Flávio, "precisamos da ajuda não apenas dos EUA, mas de outros países da américa latina e até de Israel".

Ainda na entrevista, Flávio defendeu a privatização dos Correios, diante dos últimos resultados anunciando um rombo na estatal.

O senador também afirmou que o filme "Dark Horse", sobre a trajetória de seu pai e cuja produtora foi alvo de uma operação na segunda-feira (1º), será lançado e que os brasileiros vão se emocionar com a história. Segundo ele, a produção estaria sendo alvo de perseguição.

 

Flávio ainda não definiu o palanque em Minas Gerais, mas indicou preferência por uma composição com o senador Cleitinho, que aparece na liderança das pesquisas para o estado.

CBN

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