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Fósseis de dinossauro gigante parecido com pássaro são encontrados no Níger
Divulgação
Brasil/Mundo

Fósseis de dinossauro gigante parecido com pássaro são encontrados no Níger

Redação com web

Uma equipe liderada pelo paleontólogo Paul Sereno, da Universidade de Chicago, descobriu no deserto do Saara, no Níger, uma nova espécie de dinossauro chamada Spinosaurus mirabilis. O animal, que viveu há cerca de 95 milhões de anos, media aproximadamente 12 metros de comprimento e se destacava por uma grande crista de cerca de 50 cm em forma de cimitarra e um focinho longo voltado para baixo. A descoberta, publicada na revista Science, é considerada histórica por ser a primeira prova clara de uma nova espécie de espinossauro em cerca de um século.

Ao fim de uma expedição no deserto do Níger, um paleontólogo americano e sua equipe descobriram uma nova espécie de dinossauro, cujos resultados foram publicados na revista Science na quinta-feira (26) de fevereiro.

A descoberta do ‘Spinosaurus mirabilis’ é “a primeira prova indiscutível de uma nova espécie de ‘Spinosaurus’ em um século”, comemorou a Universidade de Chicago, onde trabalha o paleontólogo Paul Sereno, que comandou a equipe de pesquisa.

O ‘Spinosaurus mirabilis’ era um bípede gigante de cerca de 12 metros de comprimento, com uma impressionante espinha dorsal.

Ele viveu há cerca de 95 milhões de anos e se diferencia de outros espinossauros, sobretudo por sua grande crista de 50 centímetros em forma de cimitarra e por seu focinho mais longo e voltado para baixo.

Descoberta “histórica”

A busca começou em 2019 no deserto do Saara, onde o geólogo francês Hugues Faure havia encontrado um dente pertencente ao gigantesco “Carcharodontosaurus” na década de 1950.

Mas as areias do deserto não revelaram mais vestígios até que um tuaregue se aproximou da equipe de Sereno, afirmando saber onde havia “ossos grandes”.

Após uma viagem de um dia e meio, chegaram a um local remoto onde enormes ossos sobressaíam do solo.

Os pesquisadores então encontraram um fêmur de quase dois metros, além da mandíbula, dentes e da base da crista.

Em 2022, Sereno retornou com uma equipe de 100 pessoas e 64 guardas nigerinos para escavar o que descreveu como um “sítio que muda a história”.

Descobriram um crânio, fragmentos das patas traseiras e várias cristas.

“A crista não se parecia com nada que tivéssemos visto antes. Era uma nova espécie e que seria uma descoberta histórica”, assinalou Sereno.

Redação com web

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