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EUA usam superbomba para tentar liberar Estreito de Ormuz
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Brasil/Mundo

EUA usam superbomba para tentar liberar Estreito de Ormuz

Redação com web

Os Estados Unidos realizaram ataques a instalações de mísseis do Irã próximas ao Estreito de Ormuz, alegando risco à navegação global, enquanto o bloqueio iraniano da região ameaça o fluxo de petróleo e a economia mundial. A escalada ocorre após a confirmação da morte de Ali Larijani e do comandante Gholamreza Soleimani em ataques atribuídos a Israel, aumentando as tensões e levando o regime iraniano a prometer retaliação.

Os Estados Unidos realizaram nesta terça-feira um ataque contra várias instalações de mísseis iranianos que estavam localizadas de forma estratégica perto do Estreito de Ormuz, via crucial de escoamento do petróleo produzido no Oriente Médio.

O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) divulgou em suas contas oficiais um mapa que mostra a localização das instalações de mísseis antinavio que foram atacadas “com sucesso”. As forças americanas detalharam que usaram cerca de 5 toneladas de munições antibunker contra locais fortificados onde o Irã armazenava esse arsenal.

De acordo com o Comando Central, os mísseis estavam localizados de forma estratégica representando um “risco” para a navegação internacional no estreito.

 

O Estreito de Ormuz está fechado temporariamente pelo Irã desde 15 de março em retaliação aos ataques contra o país. O fechamento da passagem tem potencial de estrangular o fluxo de quase um quarto do petróleo comercializado por via marítima e atingir duramente interesses do Ocidente, provocando alta de preços e desestabilizando a economia global.

Com apenas 33 quilômetros de largura, o Estreito de Ormuz é o gargalo para o transporte de petróleo mais importante do mundo, na definição da Administração de Informações de Energia dos EUA.

 

Irã confirma morte de Ali Larijani

O Irã confirmou nesta terça-feira, 17, a morte do chefe da Segurança Nacional iraniana, Ali Larijani. A confirmação veio horas após o anúncio de Israel afirmando que ele foi morto em um bombardeio.

No cargo de secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Larijani é uma das figuras mais poderosas e influentes do regime iraniano e apontado por muitos como o líder de facto do governo.

Em mensagem com a foto daquele que era considerado braço direito do assassinado líder supremo do Irã, Ali Khamenei, a conta de Larijani no X (ex-Twitter) anunciou sua morte “como mártir”. Além de Larijani, também morreram no ataque seu filho, um de seus adjuntos e vários seguranças.

Autoridades políticas e militares do Irã prometeram vingança nesta quarta-feira pela morte de Ali Larijani. “A Guarda Revolucionária jamais esquecerá a sede de sangue deste grande mártir, nem a de outros mártires”, advertiu o corpo militar de elite em mensagem divulgada pela agência de notícias iraniana Fars.

Morte de Soleimani

A Guarda Revolucionária do Irã também confirmou nesta terça-feira a morte de Gholamreza Soleimani, comandante da força paramilitar Basij (responsável pela repressão popular e vinculada à Guarda). A morte de Soleimani havia sido anunciada mais cedo pelas Forças de Defesa de Israel.

A Guarda Revolucionária, em um comunicado divulgado pelas agências iranianas Fars e Tasnim, vinculadas a essa instituição militar, informou que Soleimani morreu “em um ataque terrorista” e elogiou o papel “estratégico e inigualável” do comandante dentro da Basij.

Segundo as Forças de Defesa de Israel, a milícia Basij também teve papel central nos confrontos com manifestantes, “empregando violência extrema e prisões em massa”.

(EFE, Lusa, Reuters, AFP, DW)

Redação com web

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