Estados Unidos e Israel bombardeiam o Irã em ação coordenada
Israel realizou neste sábado (28) um ataque preventivo contra a capital do Irã, Teerã, atingindo área próxima aos escritórios do líder supremo Ali Khamenei. Explosões e colunas de fumaça foram registradas, e autoridades israelenses afirmaram que a ação visou eliminar ameaças ao país. Segundo a Associated Press e o The New York Times, os Estados Unidos teriam participado da operação, em meio à escalada de tensões relacionadas ao programa nuclear iraniano e ao enfraquecimento interno do regime após protestos e confrontos recentes.
Israel lançou neste sábado, 28, o que chamou de um ataque preventivo contra a capital do Irã, Teerã. Uma nuvem de fumaça era vista no centro da cidade.
O ataque teria ocorrido perto dos escritórios do líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, que não é visto em público há dias.
O ataque ocorreu na manhã de sábado, o primeiro dia da semana no Irã.
O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, descreveu o ataque como sendo realizado para eliminar ameaças ao estado de Israel, sem dar mais detalhes.
Os Estados Unidos estariam participando da operação, noticiaram a agência de notícias AP e o jornal The New York Times, citando altos funcionários do governo americano.
Jornalistas da agência de notícias AFP relataram ter ouvidos duas fortes explosões em Teerã na manhã deste sábado, e duas colunas de fumaça densa foram vistas sobre o centro e o leste da capital iraniana.
“O tipo de explosão sugere que se trata de um ataque com míssil”, noticiou a agência de notícias iraniana Fars.
O ataque ocorre num momento em que os Estados Unidos reuniram uma vasta frota de caças e navios de guerra na região para tentar pressionar o Irã a um acordo sobre seu programa nuclear.
O ataque também ocorre num momento de enfraquecimento do regime fundamentalista do Irã, no poder desde 1979, e que no último ano teve que enfrentar imensos protestos populares e uma anterior ofensiva militar conjunta de Israel e dos EUA em junho de 2025, que já havia enfraquecido suas defesas militares.
Oficialmente, os EUA justificaram a concentração de forças acusando o Irã de não ter abandonado seu programa nuclear e como reação ao recente assassinato de milhares de manifestantes que protestaram contra o regime. O presidente dos EUA, Donald Trump, também sinalizou que vê com bons olhos uma mudança de regime no país.
Com informações da Deutsche Welle