Enviado de Trump anuncia lançamento da 2ª fase do cessar-fogo em Gaza
Os Estados Unidos anunciaram o início da segunda fase do plano do presidente Donald Trump para encerrar o conflito em Gaza, prevendo a criação de uma administração palestina tecnocrata de transição, além da desmilitarização e reconstrução do território. Washington cobra que o Hamas cumpra integralmente o acordo, incluindo a devolução do último refém morto, sob ameaça de graves consequências. A iniciativa conta com apoio da Autoridade Palestina e prevê um comitê de transição para governar Gaza, com possível participação do ex-premiê britânico Tony Blair.
O enviado especial dos Estados Unidos, Steve Witkoff, anunciou nesta quarta-feira, 14, o lançamento da segunda fase do plano de 20 pontos do presidente americano, Donald Trump, para encerrar o conflito na Faixa de Gaza.
Em uma mensagem compartilhada nas redes sociais, o investidor nova-iorquino afirmou que a nova etapa do acordo de cessar-fogo “estabelece uma administração palestina tecnocrata de transição e dá início à desmilitarização e à reconstrução” do território.
Witkoff acrescentou que Washington espera que o Hamas “cumpra integralmente suas obrigações, incluindo a devolução imediata do último refém morto”. Além disso, o enviado de Trump alertou que o descumprimento das regras “acarretará graves consequências”.
“É importante ressaltar que a primeira fase forneceu ajuda humanitária histórica, manteve o cessar-fogo e garantiu a devolução de todos os reféns sobreviventes, além dos restos mortais de 27 dos 28 reféns mortos”, declarou o americano.
A Presidência Palestina, ligada à Autoridade Nacional Palestina e sediada em Ramallah, na Cisjordânia, reafirmou seu apoio à formação do Comitê Nacional de Transição Palestino, responsável por administrar o enclave.
A imprensa internacional, por sua vez, informou que o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair deverá desempenhar um papel relevante nas decisões sobre o futuro de Gaza, sendo um dos principais candidatos a ocupar uma vaga no comitê executivo do Conselho de Paz, órgão que supervisionará a governança de transição do território.
Mediado por Trump, o acordo de cessar-fogo entre Israel e o Hamas entrou em vigor em outubro do ano passado. (ANSA).