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Do diesel ao tomate: veja o que ficou mais caro em março sob pressão da ‘inflação da guerra’
Divulgação
Brasil/Mundo

Do diesel ao tomate: veja o que ficou mais caro em março sob pressão da ‘inflação da guerra’

Redação com web

O IPCA subiu 0,88% em março, acima dos 0,70% de fevereiro, sendo o maior resultado mensal desde fevereiro de 2025, e acumulou 4,14% em 12 meses, próximo ao teto da meta de inflação (4,5%). O avanço foi impulsionado principalmente pelos preços de transportes, como gasolina, diesel e passagens aéreas, e de alimentos, como leite e tomate, em meio às tensões no Oriente Médio que elevaram o preço do petróleo. Esse cenário aumenta o risco de a inflação ultrapassar a meta nos próximos períodos.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do Brasil, registrou alta de 0,88% em março, depois de ter subido 0,70% em fevereiro. Esse foi o resultado mensal mais alto desde fevereiro de 2025, quando a taxa foi de 1,31%.

Nos 12 meses até março, o IPCA acumulou avanço de 4,14%, ante 3,81% no mês anterior. A meta contínua para a inflação é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. Assim, o teto da meta é de 4,50%. Veja aqui o detalhamento.

A alta foi puxada principalmente pelos preços de transportes e alimentação, em meio às incertezas provocadas pelo conflito no Oriente Médio. A guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã vem provocando preocupações sobre a inflação diante das altas nos preços globais do petróleo devido ao fechamento do Estreito de Ormuz. Na semana passada, a Petrobras anunciou reajuste de 54,8% nos preços do querosene de aviação para abril.

Nos Transportes, a alta mais relevante foi a da gasolina (4,59%), com impacto de 0,23 pontos percentuais na inflação do mês. Outras altas ocorreram em passagem aérea (6,08%) e diesel (13,90%), embora com menos impacto, devido aos menores pesos desses subitens no índice geral.

Entre os alimentos, as principais pressões foram nos preços do leite longa vida (11,74%) e tomate (20,31%).

 

Principais altas entre alimentos

Principais altas entre não alimentos

Com informações da Reuters

Redação com web

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