Desenrola 2.0 permitirá usar parte do saldo do FGTS para quitar dívida, diz ministro
O ministro da Fazenda anunciou que o novo Desenrola 2.0 deve permitir o uso de parte do FGTS para quitar dívidas e oferecer descontos de até 90% em débitos como cartão de crédito, cheque especial e empréstimos sem garantia. O programa também prevê crédito com juros reduzidos, apoio do governo aos bancos e terá duração limitada, com anúncio oficial esperado nos próximos dias.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, confirmou que programa de renegociação de dívidas em elaboração pelo governo, o chamado Desenrola 2.0. permitirá que trabalhadores usem parte do saldo do FGTS para quitar dívidas. Ele, porém não especificou valores.
Em entrevista a jornalistas, em São Paulo, após reunião com bancos nestas segunda-feira, 27, Durigan disse que as medidas do programa serão submetidas agora ao presidente Lula e deve ser anunciado nos próximos dias.
Ele não antecipou as medidas do programa, mas disse que o Desenrola 2.0. irá viabilizar descontos de até 90% sobre os débitos, com foco em pendências de cartão de crédito, cheque especial e empréstimos sem garantia.
Segundo o ministro, o programa deve contar com linhas de crédito com “juros bem reduzidos”, o que será viabilizado a partir de um aporte do Tesouro Nacional ao Fundo de Garantia de Operações (FGO) para a concessão de garantias da União aos bancos.
Ele enfatizou que a iniciativa terá tempo determinado de duração e não foi pensada para ser recorrente.
O governo já havia implementado outro programa com esse objetivo entre 2023 e 2024, o Desenrola, que renegociou R$ 53 bilhões em dívidas de aproximadamente 15 milhões de pessoas. No entanto, dados de endividamento da população seguiram em alta em meio a iniciativas de estímulo ao crédito e taxas de juros elevadas.
Com informações da Reuters