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Defesa de Vorcaro pede que visitas não sejam gravadas
Divulgação
Polícia

Defesa de Vorcaro pede que visitas não sejam gravadas

Redação com web

Os advogados do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, pediram ao Supremo Tribunal Federal para garantir o direito de defesa após ele ser transferido para a Penitenciária Federal de Brasília. A defesa alegou dificuldades para visitas, que seriam monitoradas e sem possibilidade de levar materiais de anotação, e solicitou encontros reservados ou transferência para outra unidade que garanta essas condições. A transferência foi determinada pelo ministro André Mendonça, atendendo pedido da Polícia Federal, que apontou risco à segurança pública e possível influência de Vorcaro sobre diferentes setores.

Os advogados do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, protocolaram no dia 6 de março um pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) para “assegurar o pleno exercício do direito de defesa”. No mesmo dia, Vorcaro deixou a Penitenciária 2 de Potim, no interior de São Paulo, rumo à Penitenciária Federal de Brasília, no Distrito Federal.

Como justificativa, a defesa alegou que, segundo informações da direção da unidade prisional, a visita dos advogados não poderia ocorrer de imediato, pois dependeria de agendamento para a semana seguinte.

A defesa pontuou que os encontros seriam monitorados por áudio e vídeo, e que os defensores não poderiam ingressar sequer com papel e caneta. Diante disso, os advogados do banqueiro pediram ao Supremo que seja garantida a realização de visitas regularmente constituídas, sem qualquer tipo de monitoramento ou gravação.

Os advogados também destacaram que a comunicação reservada entre advogado e cliente constitui garantia essencial do direito de defesa. Caso essas prerrogativas não possam ser asseguradas pela unidade, foi solicitado que Daniel Vorcaro seja transferido para outro estabelecimento em Brasília capaz de garantir o pleno exercício das garantias legais.

“Risco à segurança pública”

No dia 5 de março, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça aceitou um pedido da PF e determinou a transferência de Vorcaro para a Penitenciária Federal de Brasília.

Em sua decisão, o magistrado, que é relator do caso Master na Corte, ressaltou que a corporação alega que a permanência de Vorcaro no presídio estadual de SP oferece “risco à segurança pública”, pois ele “detém significativa capacidade de articulação e influência sobre diversos atores situados em diferentes esferas do poder público e do setor privado”.

A PF ainda destacou que “a penitenciária federal em Brasília apresenta condições institucionais que permitem monitoramento mais próximo da execução da custódia, considerando a localização da unidade em relação aos órgãos responsáveis pela condução da investigação e pela supervisão judicial das medidas cautelares adotadas no âmbito deste Supremo Tribunal Federal”.

Além do dono do Banco Master, Fabiano Zettel, cunhado dele, foi alvo de um mandado de prisão e se entregou na Superintendência da PF. As medidas de detenção foram autorizadas por Mendonça.

Vorcaro já havia sido preso em novembro de 2025 ao tentar embarcar para a Europa em um avião particular que sairia do aeroporto de Guarulhos, na Grande São Paulo. Para a PF, não havia dúvidas de que ele iria fugir do País.

Redação com web

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