Defesa de Vorcaro pede investigação após vazamento de ‘supostas conversas’ com Moraes
A defesa do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, pediu ao Supremo Tribunal Federal a abertura de investigação para apurar o vazamento de dados sigilosos extraídos de seus celulares apreendidos pela polícia. Segundo os advogados, mensagens pessoais — inclusive conversas com o ministro Alexandre de Moraes — foram divulgadas na imprensa antes mesmo de a defesa analisar todo o material. Eles afirmam que o objetivo é identificar quem teve acesso aos arquivos e pode ter quebrado o sigilo das informações.
A defesa do empresário Daniel Vorcaro, preso na quarta-feira, 4, solicitou ao STF (Supremo Tribunal Federal) a abertura de uma investigação para apurar o vazamento de dados sigilosos extraídos de seus aparelhos celulares. A petição ocorre após a divulgação de mensagens pessoais e diálogos com autoridades em veículos de imprensa.
Em nota, os advogados do dono do Banco Masterafirmaram terem recebido o espelhamento dos dados dos aparelhos apreendidos na terça-feira, 3, e que o HD teria sido “imediatamente lacrado na presença da autoridade policial, dos advogados e de tabelião, para preservar o sigilo das informações”. No entanto, trechos de conversas já circulavam publicamente antes mesmo que a defesa pudesse analisar o arquivo completo.
Entre as mensagens divulgadas, constam diálogos de caráter íntimo e conversas com figuras de autoridade, incluindo o ministro do STF, Alexandre de Moraes. A defesa alega que tais trechos podem ter sido editados ou retirados de contexto para exposição em órgãos de comunicação, afetando inclusive terceiros que não possuem relação com as investigações em curso.
“O objetivo do pedido não é investigar jornalistas ou terceiros, mas apurar quem, tendo o dever legal de custodiar o material sigiloso, pode ter violado esse dever”, destaca a nota da defesa.
No pedido de investigação, os advogados requereram que a autoridade policial apresente uma lista detalhada de todas as pessoas que tiveram acesso aos dispositivos desde a apreensão. Para a defesa, a quebra do sigilo funcional, além de expor a vida privada, compromete a própria elucidação dos fatos.
O STF ainda não se manifestou sobre o pedido.