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Cubanos e venezuelanos mortos chegam a 55 após operação dos EUA
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Brasil/Mundo

Cubanos e venezuelanos mortos chegam a 55 após operação dos EUA

Redação com web

A operação militar dos Estados Unidos em Caracas, que culminou na prisão de Nicolás Maduro, deixou ao menos 55 mortos, sendo 32 soldados cubanos e 23 venezuelanos, segundo Havana e Caracas. Os cubanos atuavam como guarda-costas de Maduro, cuja localização teria sido monitorada pela inteligência americana com apoio de uma fonte venezuelana. Cuba, Irã e outros aliados condenaram a ação dos EUA como ilegal e perigosa, cobrando uma posição firme da ONU e maior coordenação entre países aliados contra o que classificam como unilateralismo de Washington.

A quantidade de soldados cubanos e venezuelanos mortos durante a operação militar dos Estados Unidos em Caracas, que resultou na prisão de Nicolás Maduro, subiu para pelo menos 55.

O governo de Cuba divulgou os nomes de 32 integrantes de seu Exército que morreram no ataque noturno das forças especiais de Washington, enquanto as Forças Armadas da Venezuela publicaram uma lista com 23 vítimas.

Os agentes cubanos mortos durante a ação americana na América do Sul atuavam como guarda-costas de Maduro, que, nos últimos meses, adotou uma série de medidas para reforçar sua segurança pessoal, principalmente após a escalada militar dos EUA contra o regime chavista.

O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, afirmou que o país vinha oferecendo proteção a Maduro e à sua esposa, Cilia Flores, “a pedido” de Caracas. No entanto, o general americano Dan Caine garantiu que agentes de inteligência dos EUA vinham monitorando os passos do líder chavista havia meses antes da operação.

O jornal The New York Times, por sua vez, noticiou que a CIA teria recrutado uma “fonte venezuelana”, responsável por informar os militares americanos sobre a localização exata de Maduro.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, em conversa telefônica com seu homólogo cubano, Bruno Rodríguez, destacou a responsabilidade de todos os governos e da Organização das Nações Unidas (ONU) em assumir uma posição firme e explícita contra o que classificou como a “perigosa ilegalidade” das ações de Washington.

Rodríguez, por sua vez, condenou a ofensiva dos EUA e reiterou a determinação de Cuba em resistir a qualquer ameaça externa. O chanceler enfatizou ainda a necessidade de cooperação e coordenação entre países aliados para enfrentar o unilateralismo agressivo.

Em outra conversa telefônica, desta vez com o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, Araghchi alertou para as “consequências perigosas da intimidação dos EUA sobre o Estado de Direito nas relações internacionais”.

Redação com web

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