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CPI do INSS: governistas pedem anulação de quebra de sigilo de Lulinha
Divulgação
Polícia

CPI do INSS: governistas pedem anulação de quebra de sigilo de Lulinha

Redação com web

Parlamentares governistas da CPI do INSS protocolaram recurso para anular a votação que aprovou 87 requerimentos, incluindo a quebra de sigilo de Fábio Luís da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Eles alegam erro ou distorção na contagem dos votos, afirmando que houve 14 votos contrários, enquanto o presidente da comissão, Carlos Viana, considerou válidos apenas sete por serem de membros titulares e declarou a pauta aprovada. O governo pede a suspensão imediata da decisão e nova votação, enquanto a Presidência do Senado informou que analisará as imagens da sessão.

Parlamentares governistas que integram a CPI do INSS protocolaram nesta quinta-feira, 26, um recurso pedindo a nulidade da votação que aprovou, entre outros requerimentos, a quebra de sigilo do filho do presidente Lula, Fábio Luís da Silva, o Lulinha.

O que aconteceu?

  • Parlamentares pediram a anulação da votação que aprovou quebra de sigilo de Lulinha, filho do presidente Lula
  • Eles alegam que houve erro ou distorção na proclamação do resultado da votação
  • Mesmo com 14 votos contrários, o presidente da CPI do INSS aprovou a pauta

Eles alegam que houve erro – ou distorção deliberada – na proclamação do resultado da votação simbólica realizada pela presidência do colegiado.

No documento, os parlamentares afirmam que os requerimentos foram, na prática, rejeitados por 14 votos contrários, em contraste com os sete contabilizados pela presidência. Ainda assim, o presidente da CPI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), declarou a pauta aprovada.

Viana afirmou que apenas sete dos que se manifestaram eram membros titulares da comissão e, portanto, teriam votos válidos.

Em entrevista coletiva após a sessão, o senador reiterou que o governo não alcançou o número necessário para derrubar a pauta.

“Para que a pauta fosse derrubada em bloco, era necessário que o governo apresentasse a maioria dos votos ou 15 parlamentares presentes, de acordo com o painel de 31. Apresentaram, e contei duas vezes, sete votos contrários. Portanto, a pauta de hoje está aprovada na integralidade”, declarou

Como mostrou o Estadão/Broadcast, governistas realizaram uma reunião de emergência com Alcolumbre, na tentativa de reverter o resultado.

A Presidência do Senado informou que analisará as imagens da sessão antes de emitir um parecer, mas não indicou prazo.

Os autores do recurso sustentam ainda que, momentos antes da votação simbólica, o painel eletrônico registrava 18 votos favoráveis à votação em bloco e 12 contrários.

O governo apoiou a votação em bloco como estratégia para tentar rejeitar todos os 87 requerimentos de uma só vez. A oposição defendia a análise individual de cada item.

No pedido, os parlamentares requerem a suspensão imediata dos efeitos da votação e a anulação da deliberação que declarou aprovados os 87 requerimentos, com a realização de nova votação.

Também solicitam o envio do caso ao Conselho de Ética do Senado para apuração de eventual quebra de decoro por parte do presidente da CPI. Confira quem assinou o recurso:

  • Randolfe Rodrigues (PT-AP)
  • Soraya Thronicke (Podemos-MS)
  • Jussara Lima (PSD-PI)
  • Jaques Wagner (PT-BA) e Teresa Leitão (PT-PE)
  • Paulo Pimenta (PT-RS)
  • Damião Feliciano (União-PB)
  • Átila Lira (PP-PI)
  • Cleber Verde (MDB-MA)
  • Orlando Silva (PCdoB-SP)
  • Romero Rodrigues (Podemos-PB)
  • Alencar Santana (PT-SP)
  • Neto Carletto (PP-BA)
  • Rogério Correia (PT-MG)

CPI do INSS aprova quebra de sigilos de Lulinha

A CPI do INSS aprovou, nesta quinta-feira, 26, todos os requerimentos em pauta, que miravam, entre outros, Fábio Luís da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva; Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master; ex-parlamentares; investigados pela Polícia Federal acusados de participação no esquema de descontos associativos fraudulentos; e até a presidente do Palmeiras, Leila Pereira.

O governo articulou para que os 87 requerimentos fossem votados em bloco com o objetivo de rejeitá-los conjuntamente. A oposição, por sua vez, defendia a votação individual de cada item. Ao final, em votação simbólica, o presidente da CPI proclamou a aprovação integral da pauta, consagrando a vitória da oposição.

Após o anúncio do resultado, a sessão foi marcada por troca de acusações entre parlamentares. A reunião acabou interrompida e a transmissão da TV Senado foi suspensa.

*Com informações de Estadão Conteúdo

Redação com web

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