Coronel Rocha Lima apresenta planejamento estratégico para reduzir assaltos a motoristas de aplicativos em Alagoas
O coronel da reserva da Polícia Militar de Alagoas, Antônio Marcos da Rocha Lima, anunciou que possui um planejamento estratégico voltado à redução dos assaltos contra motoristas de aplicativos no estado. Segundo ele, a proposta reúne ações integradas entre a corporação, o programa Ronda no Bairro e a utilização de tecnologia, como botão de pânico, além de apoio operacional em pontos considerados críticos.
Com perfil enérgico e vasta experiência em policiamento ostensivo, Rocha Lima construiu trajetória em unidades especializadas como o BPChoque, acumulando diversos cursos na área de segurança pública, incluindo capacitações em Direitos Humanos e Polícia Comunitária. O coronel também comandou importantes batalhões da capital e do interior, como o 1º, 4º, 8º e 13º BPM, além de ter atuado na chefia de segurança do deputado estadual Eduardo Hollanda.

Graduado com pós-graduação e mestrado em Ciências da Segurança Pública, o oficial afirma que o projeto foi estruturado a partir da análise das ocorrências registradas nos últimos anos, que apontam crescimento preocupante nos crimes contra motoristas de plataformas como a Uber e outros aplicativos de transporte.
De acordo com Rocha Lima, o plano prevê reforço de rondas ostensivas em áreas com maior incidência de assaltos, implantação de botão de pânico interligado às forças de segurança e a atuação de colaboradores com motocicletas posicionados em pontos estratégicos — locais frequentemente utilizados como rota de fuga ou onde vítimas são abandonadas após serem rendidas.
“O projeto é ousado e pode minimizar de forma diferenciada essa prática criminosa”, afirma o coronel, que lançou um desafio ao Governo do Estado para que a proposta seja analisada e colocada em prática o quanto antes.
Motoristas de aplicativos relatam que os crimes têm aumentado de forma significativa, sobretudo em horários noturnos e em áreas periféricas. A categoria cobra ações concretas e maior integração entre tecnologia e policiamento ostensivo.
Caso seja implementado, o projeto poderá representar um novo modelo de enfrentamento aos crimes contra trabalhadores do transporte por aplicativo em Alagoas, reforçando a sensação de segurança e protegendo profissionais que dependem da atividade como principal fonte de renda.